Integralidade é rejeitada e protesto continua
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quarta-feira, 16 de julho de 2003
Agência Folha 
São Paulo - O comando nacional da greve dos servidores públicos decidiu manter a paralisação e a reivindicação de arquivamento da proposta da emenda constitucional da reforma da Previdência em tramitação no Congresso, em assembléia ontem que reuniu 11 entidades, além da CUT (Central Única dos Trabalhadores). Os organizadores da greve se disseram insatisfeitos, mesmo com a nova proposta que manteria a integralidade (aposentadoria com benefício igual à última remuneração da ativa) e a paridade dos salários (reajuste dos benefícios no mesmo período e pelos mesmos índices aplicados à remuneração da ativa) dos atuais servidores.
''Nossa greve não é pelo nosso umbigo, é pela defesa do Estado. Não fomos sequer atendidos pelo relator da reforma da Previdência (deputado José Pimentel (PT-CE))'', disse Gilberto Jorge Cordeiro, secretário-geral da Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal).
Segundo a instituição, a adesão ao movimento chega a 55% dos servidores, o que representaria 400 mil trabalhadores parados, e a ordem agora seria intensificar a paralisação. A organização da greve planeja uma nova assembléia com servidores federais, estaduais e municipais para o próximo dia 24, em Brasília. Participariam dessa reunião o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e a UNE (União Nacional dos Estudantes).


