Instituto Lula preferiu receber grana no Caixa 2
Após o governo Lula, o plano de Marcelo Odebrecht e Antonio Palocci era doar o "saldo" da conta do PT na empreiteira ao Instituto Lula para que o ex-presidente e Paulo Okamoto controlassem o propinoduto. Mas, envergonhado de oficializar a relação íntima com a Odebrecht, Lula nunca aceitou receber os R$ 35 milhões de maneira legal. "Eles não queriam explicitar o que deveriam explicitar", explicou Marcelo.

Caixa 2 no Instituto
No termo de colaboração premiada, Marcelo Odebrecht explica a relação com Lula: "Acabou pedindo de maneira informal, por Caixa 2".

Desconforto ilegal
O "pessoal" do Instituto Lula, como define Marcelo Odebrecht, "ficava desconfortável de receber uma doação grande".

Lula equiparado com FHC
Odebrecht explica o alto valor acertado para o Instituto Lula: "tinha a referência do Instituto FHC...foi algo em torno de R$ 40 milhões."

Diferença
Em 2002, o valor declarado pelo iFHC era de R$ 7 a R$10 milhões doados por um total de 12 empresas; a maior parte empreiteiras.

‘Parlashopping’ de Cunha é símbolo de corrupção
Em 2015, ao assumir a presidência da Câmara, Eduardo Cunha vivia o apogeu do seu poder e arrogância, quando tentou viabilizar o que se transformaria em símbolo da corrupção no Brasil: um shopping ou o "parlashopping". A obra, inútil e cara, excitou os empreiteiros até pelo custo: R$1 bilhão. Para viabilizá-la, ele inseriu "contrabando" na medida provisória 668, prevendo parceria público-privada (PPP) no Legislativo.

Especialidade
Inserir "contrabandos" em medidas provisórias sobre outros temas era "expertise" de Cunha. A MP 668 tratava de tributos, por exemplo.

Estilo Cunha
O shopping de Eduardo Cunha seria erguido com dinheiro público e as conhecidas "regras" vigentes ao lado da Câmara.

Público & privado
No shopping da Câmara seriam instalados lojas e escritórios de empresas, inclusive de lobby, no mesmo ambiente do Legislativo.

Propina sem eleição
Do décimo termo de colaboração, Marcelo Odebrecht admite que os pagamentos de propina eram feitos ao PT mesmo em ano não eleitoral. E fazia os pagamentos em dinheiro. Mas isso ele não detalhou.

Recorde no STF
Em 60 dias, o decano Celso de Mello baterá o recorde de permanência do Supremo Tribunal Federal, ainda com o ministro aposentado José Carlos Moreira Alves, que ficou no STF por 27 anos e 10 meses.

Ideli não morreu
O tempo passa, o tempo voa, e Ideli Salvatti (PT), ex-ministra de Dilma, continua numa boa em Washington, fingindo-se de morta e faturando milhares de dólares por mês na Organização dos Estados Americanos.

Relação íntima
Marcelo Odebrecht admitiu em sua delação que quando "liberava" propina para o PT via Guido Mantega (Fazenda) não se falava em detalhes, nem vínculo com uma contrapartida específica. "Em 2011 gente já tinha uma relação tal que não ia caber... jamais ia falar".

Heróis da resistência
A área técnica do Ministério da Saúde sempre resistiu às investidas do "Comandante Braga", amigo de Lula que em seu governo empurrava quantidades industriais de remédios cubanos ao Brasil. Era inútil.

Tá explicado
A Agência Nacional do Cinema, comandada pelo PCdoB há quase 15 anos, tem terceirizados com 10 anos de casa, que são demitidos e readmitidos a cada contrato, perdendo férias e outros direitos. A nova lei da Terceirização proíbe isso. O PCdoB, claro, foi contra a reforma.

Vai entender
Marcelo Oderbecht explicou em sua delação que a questão da propina é complicada, já que havia candidatos "honestos" que recebiam doações por caixa 2 para não expor a sua empreiteira, mas havia também os "desonestos", que recebiam propina por meio de Caixa 1.

Herança maldita
Um grupo de deputados estaduais viu em Garanhuns (PE) que no hospital Dom Moura, que atende ao dia 400 pacientes na emergência, em média, só tem uma ambulância. Deve ser o que o então presidente Lula, filho da cidade, chamou de "saúde pública de primeiro mundo".

Pensando bem...
... quem tem Odebrecht (na declaração eleitoral), tem medo.

PODER SEM PUDOR

Imagem ilustrativa da imagem Instituto Lula preferiu receber grana no Caixa 2


Evo quer Funai
Durante encontro de magistrados federais no Rio de Janeiro, antes de ser cassado, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) revelou sua desconfiança sobre tantas visitas ao Brasil do presidente da Bolívia, o cocaleiro Evo Morales, aquele que promoveu o afano dos investimentos brasileiros em seu país:
- Vem tanto, fala tanto do Brasil, é tão obcecado pelo Brasil, que desconfio que ele está querendo trocar a presidência da Bolívia pela da Funai".

Com André Brito e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br

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