Instituto enfrenta barreiras para recuperar dinheiro
RIO - O desperdício do dinheiro do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) do Rio não se resume às suas 10.500 propriedades abandonadas, ocupadas ou alugadas por valores irrisórios. O INSS enfrenta barreiras jurídicas internacionais para repatriar cerca de US$ 2 bilhões desviados de seus cofres de 1989 a 1991 principalmente por 23 grandes fraudadores da instituição e depositados em paraísos fiscais.
O instituto luta ainda na Justiça brasileira para incorporar ao seu patromônio todos os bens dos fraudadores obtidos com o dinheiro desviado. São apartamentos, casas, lojas, terrenos e até uma sepultura e um haras. O superintendente regional Jackson Vasconcelos tem pressa na recuperação dos bens por um motivo singular: avalia que os condenados pelas fraudes estão certos de que o crime compensa. Pacientes, aguardam terminar o cumprimento da pena e, em liberdade, usufruir o dinheiro roubado, protegido em paraíso fiscal.
Este é o motivo pelo qual alguns dos fraudadores, como o juiz Nestor José do Nascimento, nem sequer fugiram, observa o superintendente. Até hoje, o governo brasileiro identificou e conseguiu bloquear US$ 34 milhões que a advogada Jorgina Maria de Freitas Fernandes fraudou e mentém em contas nos Estados Unidos. Desse total, US$ 25 milhões foram recuperados. Há outros US$ 80 milhões da advogada desviados, cujo destino no exterior ainda é desconhecido. (A.E.)





