Curitiba - Outra dificuldade para fazer reforma agrária é a estrutura do Incra no Paraná. São 105 funcionários que trabalham na sede de Curitiba e nos postos avançados de Cascavel e Francisco Beltrão. Destes, 14 estão dedicados apenas aos assentamentos (onde vivem 14 mil famílias). Outros 13 engenheiros agrônomos fazem a vistoria no campo em busca de áreas para reforma agrária. Para o relator da CPI da Terra, Mário Sérgio Bradock (PMDB), o governo federal nunca fez reforma agrária. ''Depois de ouvir esse depoimento eu começo a achar que o governo brinca de reforma agrária. É impossível que se cadastre famílias sem avaliação de critérios para assentamento. Esse cadastro é nulo e existe apenas para pressionar o Estado a fazer reforma agrária'', concluiu o parlamentar.
Lacerda pontuou que o Incra nem mesmo consegue ter um controle adequado de quais são os proprietários dos 19 milhões de hectares de terras do Paraná. Deste total, apenas 17 milhões estão cadastrados e boa parte ainda está nas mãos de posseiros. Para tentar solucionar o impasse, um geomapeamento está sendo realizado pelo governo federal com prazo de dez anos para ser concluído. As primeiras áreas no Paraná que serão processadas serão o Oeste e a Região Metropolitana de Curitiba. Serão investidos na primeira fase R$ 2 milhões para verificação dos títulos de propriedade nos municípios, com prazo de cinco anos para conclusão. (L.P.)

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