Rio - Além de irritar o PC do B com a escolha do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles para comandar a Autoridade Pública Olímpica (APO), a presidente Dilma Rousseff determinou que sejam reavaliados os modelos das duas instituições federais criadas para os Jogos de 2016 no Rio de Janeiro. Técnicos da Casa Civil analisam desde a atribuição até a estrutura de cargos e salários da APO e também da Empresa Brasileira de Legado Esportivo - Brasil 2016. Possíveis mudanças nos modelos da autarquia e da estatal serão definidas pela presidente ao final deste trabalho.
Os projetos da APO e da Brasil 2016 foram elaborados pelo Ministério do Esporte, ocupado por Orlando Silva, do PC do B, e encaminhados ao Congresso no último ano do governo Lula. A expectativa do partido era de manter o controle da APO, mas os comunistas foram surpreendidos com o convite de Dilma a Meirelles.
''Estamos em fase de revisão de projetos, de revisão do que estava proposto'', diz o secretário de Esporte de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser. ''A expectativa é de que neste primeiro trimestre tudo se resolva. O Ministério do Esporte está fazendo apresentações para a Casa Civil, justificando o desenho, a estrutura, comparando com modelos de outros países'', informou Leyser. Até agora, segundo o secretário, nenhuma modificação foi recomendada.
Como revelou a reportagem, a Brasil 2016 foi criada por um decreto presidencial de valor jurídico duvidoso, em agosto de 2010, com base em medida provisória que perdeu a eficácia no mês seguinte, por não ter sido votada no Congresso.
A Autoridade Pública Olímpica é um consórcio formado por União, Estado do Rio e município e está encarregada, na definição de Leyser, ''da integração dos três níveis de governo''.

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