Instabilidade traz prejuízos, diz presidente do TRE
Acompanhando de perto os trabalhos na eleição de ontem em Rolândia, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), Jucimar Novochadlo, disse que o pleito suplementar a menos de um ano das eleições municipais é resultado da legislação eleitoral adotada no Brasil.
O ex-prefeito Johnny Lehmann (PDT) teve o diploma cassado em 2012, mas voltou ao poder devido a sucessivas liminares. Novochadlo lembrou que o caso foi julgado rapidamente pela Justiça local e pelo TRE, mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) demorou mais para julgar os recursos.
Na visão dele, essa instabilidade traz prejuízos ao município. "O prefeito de Rolândia foi tirado do cargo, depois voltou, depois foi retirado de novo. O prejuízo é grande porque quem ocupa o cargo interinamente tem pouco tempo para colocar um projeto em andamento e dificilmente consegue concluir", afirmou.
O presidente acredita que mudanças recentes na legislação eleitoral acelerem os processos para reduzir a sensação de instabilidade política que se instala em situações como a resultante da cassação de Lehmann. "Agora, exige-se que a nova eleição seja feita imediatamente à cassação", explicou.
Em um caso como o de Rolândia, mesmo após a eleição, Novochadlo considera o tempo curto para dar prosseguimento a projetos, já que o prefeito eleito terá apenas um ano de mandato e, em anos eleitorais, há restrições orçamentárias e de prazos para ações na gestão pública. (L.F.W.)





