RIO - O presidente do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), Crésio Rolin, pedirá amanhã à Dataprev a lista dos 3.581 beneficiários da Previdência Social que receberam benefícios por serem anistiados políticos. ‘‘Quero essa relação em 30 dias para que possamos dar início a análise de cada caso’’, declarou Rolin, em entrevista na sede do INSS, no Rio. Ele esteve no local para inaugurar um novo posto onde será implantado sistema que permitirá a agilização das ações judiciais que visam a concessão e revisão de benefícios.
Rolin explicou que a Consultoria do Ministério da Previdência determinou, através de publicação no Diário Oficial de 3 de março deste ano, o reexame de alguns direitos dados a esses beneficiários, como gratificação de férias, vale-transporte e licença-prêmio. Ele não quis revelar o nome do bancário do Rio - anistiado político - que recebe pouco mais de R$ 25 mil por mês. ‘‘Eu não sei quem é e, se soubesse, não daria informações por uma questão de ética’’, disse.
Após o levantamento da Dataprev, a relação dos beneficiários será enviada às respectivas superintendências regionais do INSS. A partir disso, Rolin espera ter o resultado das análises em mais 60 dias. O presidente do INSS, acompanhado do procurador do instituto, Weber Holanda, confirmou que a Justiça da Suíça repassará em poucos dias ao INSS a quantia de U$ 3,9 milhões - desviada pelo fraudador José Nestor do Nascimento. ‘‘O juiz da Instrução de Genebra nos pediu que indicássemos uma conta bancária para fazer o depósito’’, contou Weber.
Por determinação do presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Thiago Ribas, o INSS passou a administrar desde a última semana os bens - indisponíveis - dos 12 fraudadores do instituto condenados pela 20ª Vara Federal. ‘‘A medida foi tomada para evitar mais prejuízos ao INSS quando a Justiça decidir pela disponibilidade desses bens’’, disse Rolin.
O advogado Ilson Escóssia, por exemplo, tem três apartamentos, alugados, em Copacabana. Mas não paga o condomínio deles - segundo Rolin - há vários meses. Como vai passar a administrar esses bens, o INSS evitará tal irregularidade. ‘‘Do jeito que estava, teríamos que vender um desses três imóveis para pagar as mensalidades atrasadas dos condomínios’’, concluiu Rolin

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