Insistência do PSDB irrita Mário Covas
O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), queixou-se ontem da insistência com que os tucanos têm apelado por sua candidatura à reeleição. Segundo ele, falta aos integrantes do PSDB sensibilidade e compreensão para entender sua decisão de não participar da eleição deste ano. ‘‘Tenho dedicado toda lealdade ao partido, minha história política é de lealdade, mas o PSDB não está compreendendo minha posição na medida em que não aceita o que ponderei’’, reclamou.
Desde setembro, quando anunciou a seu secretariado a disposição de não se recandidatar ao cargo, o governador tem sido alvo de uma ofensiva tucana articulada com o objetivo de convencê-lo a mudar de opinião. Ontem Covas voltou a dizer que os apelos por sua candidatura o sensibilizam, mas deixou claro o incômodo com a atitude do PSDB diante da perspectiva de ter de escolher um nome alternativo para a disputa.
‘‘Fico sensibilizado (com os apelos por sua candidatura), sou humano, mas quem parece não ter ficado sensibilizado até agora é o partido’’, disse, referindo-se à decisão de ficar fora da disputa eleitoral. O governador - que é visto pelos tucanos como a melhor, se não a única, alternativa do partido para derrotar o ex-prefeito Paulo Maluf, candidato do PPB ao governo - reafirmou que o PSDB definirá seu candidato quando julgar adequado.
Covas tem dito que os tucanos em São Paulo possui várias nomes capazes de levar o partido à vitória eleitoral no Estado, entre eles ministros, parlamentares, secretários estaduais e o vice-governador.
Quércia- O governador, que não perde nenhuma chance de criticar a atuação política de Maluf, evitou responder às críticas do ex-governador Orestes Quércia (PMDB), virtual candidato peemedebista à sucessão estadual, a sua gestão. No domingo (08), durante ato da seção regional do PMDB em defesa da candidatura própria à Presidência, o ex-governador afirmou que o tucano estava fazendo o pior governo da história do País. (AE)

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