Agência Estado
O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), criticou ontem a postura do PMDB de ‘‘tentar forçar’’ a indicação do novo superintendente da Polícia Federal, argumentando que a prerrogativa de escolher o nome é exclusiva do presidente. ‘‘Quem está no governo e não está satisfeito, que saia e deixe o cargo’’, afirmou o governador, numa alusão aos postos que o PMDB ocupa no governo.
O governador considerou que o PMDB foi prepotente e obteve como resposta de Fernando Henrique a indicação de João Batista Campelo, secretário de Segurança de Roraima, que não tinha aprovação dos peemedebistas. ‘‘Querer impedir que o presidente indique alguém é uma barbaridade.’’ Covas afirmou também que ‘‘se fosse com ele, certamente tomaria medidas’’ com relação às afirmações do senador Jader Barbalho a respeito do impasse na escolha do nome. Barbalho disse que não iria permitir que ‘‘outros partidos e ministros metam o bedelho nisso’’.
Covas afirmou também que não considera ‘‘ruim’’ para FHC a eventual saída do PMDB da base aliada, em função das divergências com relação à nomeação do superintendente da PF. ‘‘O ruim é alguém entender que pode passar por cima do presidente da república e fazer uma nomeação à revelia’’, afirmou.

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