Os inquéritos instaurados pela Polícia Federal (PF) e que apuram denúncias de irregularidades na prestação de contas da campanha de reeleição de Nedson Micheleti (PT), foram encaminhados ontem para o juiz da 41 Zona Eleitoral, Jurandyr Reis Júnior. Na última quinta-feira, o juiz suspendeu as investigações após receber a exceção de incompetência protocolada pelo diretório municipal do PT. O partido alega que o prefeito teria foro privilegiado, e as investigações deveriam correr no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ) ou no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
O delegado Kandy Takahashi, que preside as investigações de despesas de campanha não declaradas, já foi notificado da suspensão. ''Mandei o inquérito para a Justiça'', resumiu. O inquérito foi aberto há 57 dias.
Apesar de ainda não ter sido notificado, o delegado Fernando Lara responsável pela apuração de irregularidades na prestação de contas oficial também remeteu o inquérito para o cartório. Segundo o delegado, a medida antecipa o vencimento do inquérito, no dia 6, e atende a suspensão das investigações determinada pela Justiça Eleitoral. ''Para a questão de exaustiva constatação de eventual ilícito, preciso prosseguir nas diligências. Diante da determinação nos autos 517 (presidido por Takahashi), tive como cabível evidentemente a este inquérito também'', justificou. Até ontem, foram ouvidos pelo delegado Lara a denunciante Soraya Garcia, o segurança R.B., três doadores da campanha petista e um empresário. O recurso do PT deve ser encaminhado para a promotora da 41 Zona Eleitoral, Édina Maria de Paula, na segunda-feira.

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