As investigações envolvendo os documentos apreendidos nas diligências realizadas no Banco Marka e na residência de Salvatore Cacciola poderão resultar em um novo inquérito. Os agentes encarregados das investigações apuram indícios de que o Marka teria produzido três balanços financeiros diferentes - um interno, um oferecido à Receita Federal e outro publicado nos jornais. ‘‘Se comprovarmos essa pluralidade de balanços, abriremos um inquérito paralelo ao que está sendo conduzido para averiguar irregularidades no socorro prestado pelo BC aos bancos Marka e FonteCindam’’, disse um dos responsáveis pela investigação.
Ainda segundo as fontes da PF, pelo menos 20 pessoas deverão prestar depoimentos no inquérito que investiga a operação de socorro aos dois bancos. A relação de nomes deverá ser definida a partir amanhã, prevêem os agentes. Eles confirmam que Francisco Lopes será intimado a depor novamente, em data a ser definida. Além de Lopes, deverão ser intimados a prestar depoimentos a diretora jurídica do Banco Marka, Cíntia Moura, e os irmãos Sérgio e Luiz Augusto Bragança, apontados como suspeitos de venda ao mercado financeiro de informações privilegiadas obtidas junto a Lopes. Não há ainda uma definição das datas para os depoimentos.
Hoje, os quatro peritos que estavam examinando os disquetes e os CPUs apreendidos nas diligências às casas de Lopes e de Cacciola seguiram para Brasília, levando a maior parte do material apreendido.
O presidente do Sindicato Nacional de Auditores da Receita Federal (Unafisco Sindical), Nelson Pessuto, disse que a Receita Federal ainda não começou a investigar as declarações de Imposto de Renda de Lopes e de Cacciola.

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