Inquérito sobre deputado está parado na Polícia Federal
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quarta-feira, 12 de junho de 2002
Cristiane Oya<br>Reportagem Local 
A demora no encaminhamento de respostas a ofícios e da própria Justiça Federal estão prejudicando as investigações sobre os gastos de campanha do deputado estadual Antonio Carlos Salles Belinati (PSL). O inquérito foi instaurado pelo delegado da Polícia Federal Sandro Roberto Viana dos Santos em janeiro, e desde fevereiro está parado.
Filho da vice-governadora Emília Belinati (PFL) e do ex-prefeito de Londrina Antonio Belinati (sem partido), o deputado elegeu-se em 98, e conforme o Ministério Público (MP), parte dos recursos utilizados na campanha, teriam sido desviados da Prefeitura de Londrina.
Esse inquérito foi instaurado seguindo requisição do Tribunal Regional Eleitoral. Os documentos que instruíram esse inquérito são com relação a ações civis públicas instaurados pelo Ministério Público de Londrina, que em tese, davam alguns indícios de crime eleitoral e de gastos vultosos na campanha eleitoral do deputado, relatou o delegado. Foi encaminhado um ofício solicitando ao TRE que encaminhasse a prestação de contas. Esse ofício foi encaminhado no dia 13 de fevereiro e até a oportunidade não recebemos a resposta. O inquérito foi posteriormente encaminhado a Justiça, no dia 27 de fevereiro e até o momento não retornou, complementou. O inquérito instaurado pelo delegado vai apurar se o deputado infringiu o artigo 350 da Lei 4.737/65 (Lei Eleitoral), omitindo do TRE dados sobre as despesas da campanha eleitoral em 1998.
De acordo com a assessoria de imprensa do TRE, o ofício de Santos foi negado em março, mas a comunicação não teria chegado ao delegado.


