A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público (MP) ainda não encerraram as investigações sobre suposto caixa 2 de R$ 5,2 milhões na campanha petista de 2004 à prefeitura de Londrina. Os 21 volumes do processo devem voltar ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em Curitiba, quando as diligências que estão em andamento forem finalizadas. Durante o período de 29 de julho de 2005 a 21 de março de 2006, foram levantados indícios de que a campanha, cujo custo oficial foi de R$ 1,3 milhão, teria movimentado R$ 6,5 milhões.
O chamado inquérito do caixa 2 chegou a ser trancado pelo TRE a pedido da organização da campanha. No retorno a Londrina, trouxe o impedimento de que o prefeito Nedson Micheleti fosse intimado para prestar depoimento, em razão de gozar de foro privilegiado e de que a responsabilidade sobre as contas seria da coligação liderada pelo PT.
Segundo apurou a FOLHA, entre as diligências em andamento estão pedidos de perícia contábil por parte do ''perito eleitoral'' e explicações de empresas citadas na campanha.
Em declaração à FOLHA, o advogado da coligação, João Gomes, alegou que o inquérito continua ''dormitando'' no TRE. ''Desconheço que esteja em andamento.'' Além disso, Gomes voltou a alegar que o prefeito não tem responsabilidade sobre a prestação de contas.
No cartório da 41 Zona Eleitoral, a FOLHA recebeu a informação de que o inquérito foi encaminhado para o Ministério Público no início desta semana. O promotor eleitoral, Miguel Jorge Sogayar, não quis se manifestar sobre o assunto alegando que a investigação transcorre sob segredo de justiça.(F.C.)

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