Além da briga jurídica, as eleições em Primeiro de Maio (61 km ao norte de Londrina) acabaram também virando assunto de polícia. Ontem, o delegado-chefe da Polícia Civil da cidade, Paulo Gomes, instaurou inquérito para apurar supostos atentados contra dois ex-funcionários de uma das coligações no pleito de outubro. Gomes informou que, além dos dois aparentes alvos de disparos - cujas casas foram alvejadas, no último fim de semana -, já ouvidos, a investigação terá hoje pelo menos oito depoimentos já marcados.
''O primeiro passo é ouvir as pretensas vítimas, chamar gente para depor, colher provas e ver o que sai da perícia técnica - mas essa conotação eleitoral existe, sim, pois já houve tiros no dia da eleição (5 de outubro) e na noite que a antecedeu'', afirmou o delegado, que completou: ''A impressão que temos é que, enquanto essa celeuma se procrastina, continua a tensão do período eleitoral. Quem for identificado será indiciado''.
A FOLHA conversou com um dos depoentes, supostamente alvo do que ele considera ''atentado político''. Paulo Roberto Barato, coordenador de uma das coligações, afirmou que por volta das 6 da manhã de domingo a residência em que mora, na região central, foi atingida por três tiros. Ele contou que um colega seu de campanha - o segundo depoente, Carlos Gonçalves Dias - passou pela mesma situação, cerca de 10 minutos depois. Não houve feridos. Que provas ele tem de que teria sido um atentado político? ''Não tem outra explicação - reconheci o veículo e o motorista, é gente que trabalhou em campanha'', resumiu. (J.G.)

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