O inquérito que apura se vereadores de Londrina cobraram propina do empresário Marcelo Caldarelli para receber um terreno público, em 2005, deve ser divulgado hoje. A previsão é do delegado do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Alan Flore, que comanda as investigações iniciadas em fevereiro. Além de supostamente ter assumido parte de uma dívida com o ex-vereador Célio Guergoletto e da qual os vereadores afastados Renato Araújo (PP) e Osvaldo Bergamin (PMDB) foram avalistas - o Gaeco analisa se o terreno teria quitado esse suposto favor, negado pelos dois parlamentares -, Caldarelli ainda apresentou ao Ministério Público (MP) uma lista de nove nomes de edis cuja letra, pelos exames periciais divulgados esta semana, tem fortes indícios de ser do decano da Câmara.
Além dos dois vereadores afastados, o inquérito já tem indiciados o ex-vereador Orlando Bonilha (PR) e o ex-assessor Júlio César Romagnoli, de Bergamin. Outra investigação que deve ter novidades hoje é a que apura denúncia de assessores-fantasmas no Legislativo. Semana passada, o promotor Cláudio Esteves instaurou procedimento ao verificar que a assessora Vanderléia Faria da Mota, de Bergamin, dava expediente o dia todo como cabeleireira. Agora exoneradas, ela e a colega Jucélia Romagnoli prestam depoimento à tarde.

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