Instaurado em maio de 2011, após a deflagração da operação Antissepsia pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina, o inquérito em que o ex-prefeito Barbosa Neto (PDT) é acusado de corrupção por ter supostamente recebido propina do Instituto Atlântico deve voltar para Londrina.
O processo tramita no Tribunal Regional Federal da 4 Região (TRF4), em Porto Alegre, porque Barbosa tinha foro privilegiado para ações criminais e os recursos desviados seriam provenientes do governo federal.
Porém, ''considerando que a gestão encerrou em dezembro de 2012, conclui-se que a competência originária para apuração dos fatos narrados é do Juízo Federal de Londrina/PR'', escreveu o procurador regional da República Maurício Gotardo Gerum em petição protocolada na terça-feira no TRF4.
Por meio da assessoria de imprensa, o procurador informou que não declinou da competência antes - após a cassação do mandato de Barbosa, em 30 julho de 2012 - porque o ex-prefeito recorria contra a decisão da Câmara.
Ainda segundo a assessoria, no período em que o inquérito permaneceu com a Procuradoria Regional da República, a Polícia Federal executou diligências, concluindo as investigações solicitadas pelo procurador. Agora, caberá a um procurador da República em Londrina denunciar Barbosa criminalmente ou arquivar o inquérito.

O caso
Quando o Gaeco começou a investigar desvios na Saúde em Londrina 21 pessoas foram presas cautelarmente, incluindo dirigentes das duas oscips (Atlântico e Gálatas) que prestavam serviços na cidade, como o gerenciamento do Programa Saúde da Família e do Samu.
O ex-prefeito e sua esposa, Ana Laura Lino, segundo investigação do Ministério Público de Londrina, teriam recebido R$ 20 mil de propina para contratar o Atlântico e promessa de R$ 300 mil, ao longo do contrato. O casal, diretores do instituto e pessoas que participaram do esquema respondem ação por improbidade administrativa que tramita na 1 Vara da Fazenda Pública. Barbosa sempre negou as acusações.
No caso do Instituto Gálatas, os processos tramitam em Londrina. Há uma ação contra 15 réus na 3 Vara Criminal e outra por improbidade na 2 Vara da Fazenda Pública.

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