Sete funcionários da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) ligados ao setor de conferência de valores dos malotes da empresa depuseram ontem ao delegado Alan Flore, do Grupo de Atuação Especial de Combate oa Crime Organizado (Gaeco), no inquérito que apura suposto pagamento de um ''mensalinho'' a nove parlamentares e ex-parlamentares da Câmara Municipal. O esquema foi delatado pelo ex-vereador Orlando Bonilha (MP) em depoimentos ao Gaeco. Segundo o delegado, além de mais dois funcionários da TCGL que devem depor hoje de manhã, para os próximos dias funcionários do Legislativo e mesmo os suspostos beneficiários da propina devem ser intimados.
Conforme Flore, os depoimentos de ontem ''nada acrescentaram'' de novo ao inquérito. Todos, afirmou, cumprem expediente interno da TCGL, e, portanto, declararam nunca ter comparecido à Câmara a fim de levar recursos a vereadores. Na última sexta-feira, outros dois funcionários já haviam sido interrogados, depois que a ex-mulher de um deles disse em depoimento tê-lo visto levar verba à Câmara na companhia de outro colega, a pedido do diretor-geral da empresa Gildalmo de Mendonça. Preso cinco noites no Centro de Detenção e Ressocialização (CDR), Gildalmo nega o pagamento.
Para hoje, era esperada acareação entre Bonilha e Gildalmo. ''O advogado do diretor da empresa nos enviou hoje (ontem) petição alegando que ele está em viagem. Apesar de Bonilha ter aceitado, por ora, não há data definida para isso'', resumiu o delegado.

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