Inquérito aberto em abril apura nomeações
Curitiba - A denúncia do vereador de Ivaiporã Ademir Prudêncio da Silva (PT) ocorre na esteira de outras denúncias semelhantes, relacionadas a nomeações de ''fantasmas'' na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, feitas desde meados de março. E a resposta do Ministério Público (MP) do Estado em relação aos casos surgiu em duas frentes de investigação. Uma delas está com o procurador-geral de Justiça, Olympio de Sá Sotto Maior Neto, chefe máximo do MP. Ele é quem tem a prerrogativa para processar deputados estaduais, devido ao foro. No final de abril, a Procuradoria-Geral de Justiça anunciou a abertura de um inquérito civil público para apurar ilicitudes em nomeações de comissionados feitas por membros da Mesa, o que inclui o primeiro secretário, Alexandre Curi, e o presidente da Casa, Nelson Justus.
Os servidores nomeados para os gabinetes dos nove membros da Mesa Diretiva da AL se tornaram alvo do MP porque, em função das suas lotações na Casa, eles obrigatoriamente deveriam ter atuado na sede do Legislativo, em Curitiba. Os chamados ''agentes políticos'', que trabalham nas bases eleitorais dos deputados, só são permitidos quando nomeados nos gabinetes dos 54 parlamentares.
Outra frente de investigação é conduzida pelo Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que já realizou duas etapas da Operação Ectoplasma, resultando na prisão de três ex-diretores da AL e em apreensões de documentos até dentro da AL. O Gaeco também foi responsável por duas denúncias protocoladas no Judiciário a partir da descoberta de duas redes de desvio de dinheiro a partir da nomeação de comissionados ''fantasmas''. Os crimes apurados nas denúncias são de peculato, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. (C.S.)





