Inocêncio tem a campanha mais cara
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sexta-feira, 09 de fevereiro de 2001
De Brasília 
O candidato do PFL a presidente da Câmara Inocêncio Oliveira teve a campanha mais cara nesta eleição. De acordo com o secretário-executivo do PFL, Saulo Queiroz, foram gastos R$ 140 mil. A maior parte do dinheiro, cerca de 70%, foi gasta em aluguel de aviões para as viagens de campanha e o resto, em material gráfico, afirmou. Um publicitário procurado pela reportagem, contudo, afirmou que os banners de Oliveira são, certamente, os mais caros, em lona de vinil, com impressão eletrostática, custando cada um cerca de R$ 300. Inocêncio tem aproximadamente 100 banners.
Já a campanha tucana, de acordo com o secretário-geral do PSDB, deputado Márcio Fortes (RJ), custou R$ 50 mil. Foram distribuídos 85 banners pelos corredores da Câmara. Estava previsto que o partido gastaria R$ 30 mil. O excesso foi com viagens extras de Aécio Neves para Aracaju, São Paulo, Macapá, Curitiba, Campo Grande e cidades de Minas.
A campanha temporã do PT, pelo deputado Aloizio Mercadante, não gastou um centavo e, segundo a assessoria do candidato, nada gastará até o dia 14, dia da eleição. Já a do ex-candidato Severino Cavalcante (PPB-PB), a primeira a começar, em maio, e também a única a terminar antes das urnas, foi a mais barata, segundo a assessoria: R$ 4,8 mil em banners e folders.
O deputado Nelson Marquezelli afirmou que gastou R$ 25 mil com material gráfico. Não fiz viagens; a campanha foi toda em Brasília, disse. Segundo ele, com esse valor, foram comprados 150 banners, 10 mil folders, 20 mil santinhos, 8 faixas e 3 mil cartazes gigantes.
O diferencial da campanha do PL, de Valdemar Costa Neto, foram modelos vestidas de azul, circulando pela Câmara, distribuindo panfletos com a plataforma do candidato. Segundo a assessoria de Costa Neto, a campanha custou R$ 60 mil. Aí, estão incluídos os cachês e treinamento das modelos e os impressos na gráfica. O candidato não fez viagens em busca de votos, segundo a assessoria dele. (A.E.)


