Inocêncio já faz campanha para presidir a Câmara
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quarta-feira, 21 de janeiro de 1998
Agência Estado Brasília 
Alheio à gritaria dos tucanos, que insistem na tese de que vão presidir a Câmara no segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, o líder do PFL, Inocêncio Oliveira (PE), já está em campanha. Não há nenhuma chance de o PSDB eleger mais deputados do que o PFL este ano e, como representante do maior partido, já estou trabalhando para presidir a Câmara, revelou Inocêncio.
Certo de sua reeleição e do sucesso eleitoral de seu partido, o líder do PFL não hesita em pedir votos desde já. Não acho cedo porque a presidência da Câmara será decidida este ano, diz Inocêncio. Segundo ele, o aval do partido é coisa decidida. Sou o único candidato no PFL, com o apoio do senador Antônio Carlos Magalhães e dos colegas, alardeou.
Inocêncio afirma que nenhum tucano tem chances de disputar com ele e vencer. Nem há candidato natural do PSDB ao posto de presidente da Casa, observou, para salientar: Até o presidente Fernando Henrique já disse a mim que eu sou um candidato imbatível.
Mas o otimismo do pefelista não lhe poupa esforços. Estou conversando com todo mundo e vou fazer muitas coligações à esquerda, avisa o líder. O trabalho de sedução de deputados do bloco das oposições começou pelo PT e Inocêncio avisa que fez progressos.
No discurso de candidato, o líder tem insistido que a Câmara não pode ficar a reboque da sociedade. Não seremos só o centro dos debates, mas indutores do processo de desenvolvimento, repete Inocêncio. Para manter sua fala sempre atualizada, o candidato pegou carona ontem na inauguração da TV Câmara.
Aos eleitores com quem conversou durante o coquetel de lançamento da televisão exclusiva dos deputados, Inocêncio lançou sua primeira promessa de campanha: instalar em cada gabinete um monitor ligado diretamente ao plenário, para levar aos deputados as imagens ao vivo das sessões de debate e votação, a exemplo do que já existe no Senado. Na Câmara é tudo sempre mais difícil e mais caro, pois somos 513 contra 81 senadores, admitiu. Mas não podemos ficar para trás.


