Ingo Hubert diz que não pagou ágio em ações
O presidente da Copel, Ingo Hubert, negou ontem que a empresa tenha adquirido com ágio as ações ordinárias da Sercomtel, em maio de 1998. A avaliação foi feita um dia depois do resultado de uma perícia que aponta que a venda direta da operadora telefônica à Copel representou um valor menor do que se empresa tivesse comercializado em Bolsa de Valores.
Só poderíamos ter comprado com ágio se houvesse um preço de referência de mercado ou preço mínimo para as ações da Sercomtel, explicou o presidente da Copel. Ele lembrou que a Sercomtel é uma empresa de capital fechado.
A Copel tem hoje 45% do controle acionário da Sercomtel, se caracterizando como a segunda maior acionista, atrás da prefeitura municipal. A companhia de energia comprou as ações ordinárias por R$ 186 milhões. O restante das ações está pulverizada, em mãos de pequenos acionistas.
Hubert disse que, na época, a Copel fez um excelente negócio. Mas assegurou que não foi pago nada além do que valiam as ações. A Arthur Andersen, consultora da Copel e também da Sercomtel, foi quem avaliou e sugeriu o preço das ações da empresa de telefonia de Londrina.
A perícia revelada anteontem à Comissão Processante que avalia a compra de ações da Sercomtel foi feita a pedido da defesa do prefeito cassado Antonio Belinati. Segundo a perícia, se ao invés de uma operação direta, o município tivesse optado pela venda em bolsa, a empresa poderia ter alcançado ágio maior. Segundo o perito Daniel Felipetto, a Global Telecon foi comprada com ágio de 134,5% contra um sobre-preço que variou entre 47,62% a 65,33%, no caso da Sercomtel. (C.M.)





