INFORME FOLHA
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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Algozes
Os vereadores Mario Takahashi (PV) e Rony Alves (PTB), principais algozes do ex-vereador Emerson Petriv, o Boca Aberta, tiveram que aguentar as provocações ontem à tarde ao retirar a tornozeleira eletrônica. Alves foi o relator da Comissão Processante que indicou a cassação do curto mandato de Boca Aberta. Já Takahashi, como presidente da Casa, foi o responsável por acatar a denúncia feita contra o ex-vereador por quebra de decoro parlamentar.
'Quem ri por último'
Confiante com uma possível volta ao Legislativo, Boca Aberta agora dublê de "repórter" de uma emissora local -, disse que vai tentar anular na Justiça sua cassação. "Minha primeira medida será entrar com pedido de cassação do mandato dos dois." Contudo, ao fazer plantão para provocar os ex-colegas que foram pegar o novo "adereço", Boca Aberta descumpriu medida protetiva que determinara que ele ficasse afastado pelo menos 500 metros de Alves, Takahashi e do vereador Jamil Janene.
Quem é quem na ZR-3
Mário Takahashi foi escolhido presidente do Legislativo no ano passado. Foi eleito em 2012 com 1.146 votos. Na última eleição, foi reeleito com 4.192 votos. Advogado por formação, é filiado ao PV desde 2009. Takahashi disputou vaga como deputado federal em 2014 e estava disposto a concorrer novamente agora em 2018.
O professor
Formado em História pela UEL, é professor em colégios particulares de Londrina há 20 anos. Foi chefe do Núcleo Regional de Educação antes de ser eleito vereador, em 2008, quando recebeu 2.311 votos. Foi presidente da Câmara Municipal entre 2013 e 2014 no segundo mandato e corregedor do Legislativo no primeiro mandato.
Afastado
Ossamu Kaminagakura é servidor da Prefeitura de Londrina há 25 anos. De 1993 a 2001, ocupou o setor de Aprovações de Projetos da Secretaria Municipal de Obras e Pavimentação. De 2001 até 2012, foi para a direção de Loteamentos do órgão. De setembro de 2012 a janeiro de 2013, assumiu como secretário da pasta. Na gestão de João Verçosa, estava na gestão de Loteamentos e Gerência e Acompanhamento de Projetos. Ele foi afastado do cargo pela atual gestão após operação.
A arquiteta
Logo no primeiro ano de Alexandre Kireeff como prefeito de Londrina, a arquiteta e urbanista Ignes Dequech foi levada à presidência do Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina). Ela permaneceu três anos no cargo e participou da realização da semana técnica para discussão do atual Plano Diretor.
Conselheiros
Cleuber Moraes Brito foi secretário municipal do Ambiente de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014. Brito também é professor do departamento de Geociências da UEL. A assessoria de imprensa da instituição informou que ainda não foi notificada da decisão judicial. Em agosto de 2016, o ex-secretário foi eleito um dos membros do Conselho Municipal da Cidade (CMC). Luiz Guilherme Alho é empresário e representante da zona sul da cidade no CMC. Os demais envolvidos são empresários em Londrina.
'Colcha de retalhos'
Várias reportagens publicadas no último ano pela FOLHA alertavam sobre possíveis problemas em mudanças pontuais no zoneamento. Só ano passado foram 13 projetos em tramitação. Ainda não foi conhecido os projetos que levaram à Operação ZR-3, entretanto, só no ano passado foram apresentadas 13 matérias dessa natureza. Takahashi e Alves encabeçam a lista dos que mais propuseram tais medidas. Especialistas em planejamento urbano da UEL criticaram a "colcha de retalhos" que virou a cidade de Londrina.
'Balcão de negócios'
O promotor de Defesa do Patrimônio Público, Renato de Lima Castro, chegou a dar recado para atuais vereadores em reportagem publicada no último dia 10 ao relembrar o esquema de corrupção descoberto há 10 anos pelo Ministério Público. "As principais situações que estavam por trás eram alterações pontuais de zoneamento, que continuam ocorrendo até hoje. E não estou dizendo que haja corrupção hoje. A alteração pontual de zoneamento é um procedimento desconforme e cria o risco de tornar o Legislativo um balcão de negócios favorecendo a corrupção."


