INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Gritaria tardia
Tida como principal vitória da gestão Marcelo Belinati (PP), no seu primeiro ano de mandato, a aprovação do projeto de lei 191/2017 que alterou a PGV (Planta Genérica de Valores) para fins de cobrança do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) foi sacramentada pela Câmara Municipal no dia 28 de setembro de 2017. E com ampla maioria, como informou a FOLHA na época: placar de 14 votos contra 5. E somente em janeiro de 2018 quando os boletos começaram a ser entregues aos contribuintes é entidades "perceberam" o trauma do impacto: o imposto subiu - e muito - para 98% dos 260 mil imóveis de Londrina. Resta saber, se a preocupação é com o reajuste em geral ou apenas com imóveis mais valorizados cujos boletos estampam valores estratosféricos.
Gritaria tardia 2
Já em dezembro, a Câmara de Londrina sepultou a Lei do Passe Livre, herança da gestão Alexandre Kirreeff muito criticada pela atual administração já que o município tinha de subsidiar em torno de R$ 20 milhões às empresas de transporte. Com 13 votos favoráveis e cinco contrários, o Legislativo aprovou o projeto 108/2017 que restringiu o benefício do transporte escolar gratuito aos estudantes. Agora, apenas quem estuda da 1ª à 5ª do ensino fundamental terá 100% passe livre. Já os alunos de ensino fundamental, do ensino médio e superior só conseguirão a isenção total no transporte se estiverem no Cadastro Único de programas federais de famílias de baixa. Os demais estudantes voltam a ter somente o benefício de 50% de desconto na passagem. E somente na quarta-feira (17) os estudantes alijados do benefício foram às ruas protestar contra a restrição.
Tal pais, tal filha
"Marinheira de primeira viagem" na Assembleia Legislativa (AL), a deputada estadual Maria Victoria (PP) trilha os caminhos do pai o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), e da mãe a vice-governadora do Estado, Cida Borghetti (PP), no tour pelo Paraná. Barros e Cida têm longa milhagem pelo Estado para garantir apoio no pleito de outubro. Como é praxe no recesso da AL, além de um pequeno descanso, os parlamentares aproveitam para visitar os municípios e elencar emendas que viabilizaram recursos às prefeituras. Nessa quinta-feira (18/01), Victoria esteve em São Pedro do Ivaí para uma espécie de prestação de contas dela com a cidade. Em ano eleitoral, manda a cartilha política "mostrar trabalho" para angariar votos. E em que pese tais visitas, o ano na Assembleia promete ser morno com poucos assuntos relevantes e, claro, com o sonhado "recesso branco", para que os deputados candidatos cumpram agendas no Estado.
Maia e o Bolsa Família
Após ter sofrido críticas por declarar que o Bolsa Família "escraviza" seus beneficiários, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), usou sua conta oficial no Facebook para esclarecer tal entendimento e também defender mudanças nas regras do programa social. Na publicação na rede social, o parlamentar evitou o termo que provocou a polêmica, mas manteve a avaliação de que é necessário oferecer uma "porta de saída" às famílias que recebem os recursos assistenciais.
'Programa paralisa as famílias'
"Eu acredito, sim, que o Bolsa Família paralisa as famílias. Ninguém quer passar uma vida dependendo do governo. O Bolsa Família é um programa importante na medida em que atende aos que estão em situação de emergência e necessidade, mas é deficiente quando não cria formas dessas famílias deixarem de ser dependentes", escreveu o deputado fluminense. Maia argumenta que, da maneira como o Bolsa Família está estruturado, o programa não promove mobilidade social. "Isso é um fato, pois ele só cresce. O Bolsa Família tem como princípio fazer a gestão diária da pobreza e não superar a pobreza."
Traço nas pesquisas
O presidente da Câmara avalia que o programa de transferência de renda é "fundamental para garantir uma dignidade social mínima", mas que é preciso ir além. Maia admitiu que pode disputar a sucessão presidencial, caso haja uma melhora de seu desempenho em pesquisas de intenção de voto. "Hoje não, eu tenho 1% nas pesquisas. No dia em que eu tiver 7%, as coisas melhoram muito", declarou o parlamentar.


