Londrinenses condecorados
O ex-jogador do LEC Carlos Alberto Garcia e o presidente da Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina), Cláudio Tedeschi, foram condecorados nessa terça-feira (19), em Curitiba, com a Ordem Estadual do Pinheiro no grau de comendadores. A cerimônia foi presidida pelo governador Beto Richa que conferiu a honraria para 60 personalidades. A outorga da Ordem do Pinheiro marcou os 164 anos da emancipação política do Paraná, comemorado em 19 de dezembro.

Críticas a Gilmar Mendes
O procurador da Força-tarefa da Lava Jato, Carlos Fernando dos Santos Lima, do Ministério Público Federal, ironizou, por meio da sua conta no Facebook, a decisão do ministro Gilmar Mendes do STF que suspendeu o inquérito contra o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), que tramitava no STJ. "Agora temos mais que o foro privilegiado, Gilmar reconheceu o privilégio de não ser sequer investigado."

Publicano
No inquérito referente à Publicano, o governador era suspeito de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral (caixa 2). As informações tiveram como ponto de partida a delação do ex-auditor fiscal da Receita Estadual Luiz Antônio de Souza, principal delator do esquema. Na delação homologada, Souza levantou suspeita de que o esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais e empresários teria abastecido campanhas políticas, inclusive a do governador tucano.

Silêncio
Gilmar Mendes corroborou com os argumentos da defesa de Richa que questionou o acordo de colaboração premiada firmado com o MP e homologado pela 3ª Vara Criminal de Londrina e não pela PGR (Procuradoria Geral da República). Procurado pela reportagem da FOLHA na segunda (18), Richa preferiu não se manifestar.

'Papai Noel do STF'
O procurador da Lava Jato também batizou Mendes de "Papai Noel". As decisões de anteontem também foram criticadas entre elas a que mandou soltar Adriana Ancelmo, mulher de Sérgio Cabral e a que rejeitou a denúncia contra o deputado Eduardo da Fonte. "Pena que mais uma vez o presenteado não seja a população brasileira", escreveu Lima.

Sobre mais condenações
O advogado Eduardo Caldeira, que atua em um dos processos da Operação Publicano, discorda do coordenador do Gaeco, Jorge Barreto da Costa, que previu em reportagem da FOLHA (Política, 18/12), mais condenações de réus no primeiro semestre de 2018. O defensor considera haver "inúmeras irregularidades, seja em âmbito administrativo, seja na fase judicial, dando espaço para teses de nulidade processual". Entre elas, Caldeira aponta "a infiltração de agente policial, interceptações telefônicas, impossibilidade de acesso às interceptações telefônicas e gravações ambientais, a incompatibilidade da infiltração de agente policial em conjunto com a interceptação telefônica e outras medidas restritivas, como o cerceamento ao direito de defesa, a inobservância dos pressupostos para a delação premiada, por exemplo - que, se não acolhidas em primeira instância, certamente o serão na segunda instância ou perante os tribunais superiores".

Cabral: réu pela 17ª vez
O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal , aceitou a 17ª denúncia contra o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), nessa terça-feira (19). Desta vez, Cabral é acusado pelo Ministério Público Federal de receber propina a partir de contratos da Fundação Departamento de Estradas e Rodagem do Rio de Janeiro (Funderj). De acordo com a denúncia, de janeiro de 2007 a setembro de 2014, foram realizados aportes em favor da organização criminosa de Cabral, no montante de R$ 18 milhões. Segundo o MPF, o presidente da Funderj, Henrique Ribeiro, se valia de seu cargo para gerenciar as propinas pagas pelas empresas contratadas. O advogado Rodrigo Roca informou por nota que a defesa do ex-governador ingressará com novo pedido de suspeição de Bretas.

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