INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 31 de outubro de 2017
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Passe livre?
A Comissão de Justiça da Câmara Municipal de Londrina discutiu ontem uma emenda de número PL 108/2017, do Executivo, que mexe com o benefício do transporte escolar gratuito. As emendas propostas pelas comissões querem garantir apenas 100% de gratuidade para estudantes do ensino fundamental até o quarto ano, sendo que os demais grupos teriam que comprovar ser de baixa renda pelo Cadastro Único dos Estudantes para garantir o benefício que desfrutam. Já quem estiver de fora dessa faixa de renda voltaria a ter 50% de desconto na passagem.
Mais restrições
O projeto que altera o "passe livre" foi discutido em audiência pública no dia 25 de setembro e, posteriormente, recebeu algumas emendas propostas pelas comissões temáticas. Desde 2016 (gestão Alexandre Kireeff), o transporte público é 100% gratuito para estudantes do ensino fundamental até o ensino superior. Alegando o alto impacto da medida aos cofres municipais, a proposta da gestão Marcelo Belinati (PP) era restringir o benefício exclusivamente até o ensino fundamental e para cursinhos, graduação e pós-graduação e manter a gratuidade irrestrita para estudantes do ensino fundamental e médio do ensino público e privado. O projeto, com as emendas, segue agora para discussão em plenário.
Deputados derrubam veto
Com 34 votos contrários e 12 favoráveis, o veto do governo do Estado, que retirava a garantia do pagamento de indenizações aos atingidos pela construção de 18 hidrelétricas no Paraná, foi derrubado nessa segunda-feira (30) pelos deputados estaduais. Com isto, todos os empreendimentos autorizados pela Assembleia Legislativa no final do mês de agosto (Lei 19.129/2017), têm a obrigação da parte das empresas de comprovarem o pagamento das indenizações de terras e afins aos atingidos como condição para a liberação da Licença de Operação (LO) do órgão ambiental competente.
Tucanos melhoram
A pesquisa Pulso Brasil da Ipsos, deste mês, mostra que a avaliação positiva dos políticos do PSDB teve uma melhora em comparação a setembro exceto o senador Aécio Neves. O governador de São Paulo, João Doria, foi o que apresentou o maior crescimento no índice de aceitação, com uma evolução de nove pontos percentuais (de 13% para 22%). Na sequência, vem Fernando Henrique Cardoso (aumento de oitos pontos de 11% para 19%), José Serra que cresceu seis pontos (de 11% para os atuais 17%) e João Doria aumentou cinco pontos percentuais (de 16% para 21%).
Forte rejeição
Apesar da melhora, os políticos do PSDB apresentam forte rejeição. Aécio que no ranking geral é o segundo mais desaprovado - possui taxa desfavorável de 93%, seguido por Serra (75%), FHC (72%), Alckmin (67%) e Doria (56%).
Moro bem na fita
O Barômetro aponta que o juiz Sérgio Moro, o ex-ministro Joaquim Barbosa e o ex-presidente Lula são as personalidades com maiores taxas de aceitação com 52%, 48% e 41%, respectivamente. Por sinal, Lula vem aumentando sua aprovação desde julho/17 versus 57% de desaprovação. Marina Silva, da Rede, também teve aumento de aprovação de oitos pontos percentuais em relação ao mês anterior (de 28% e outubro 36%). A ex-ministra ainda apresenta queda de nove pontos percentuais de rejeição (de 60% para os atuais 51%).
Temer: de mal a pior
Já o atual presidente Michel Temer continua com forte reprovação (95%) e baixo índice de aceitação (3%). O levantamento mostra também que para 95% dos entrevistados, o país está no rumo errado e 87% dos brasileiros avaliam o governo federal como ruim e péssimo. O estudo da Ipsos contou com 1.200 entrevistas presenciais em 72 municípios brasileiros. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.
Outros rejeitados
A pesquisa Ipsos avaliou outros políticos quanto ao índice de desaprovação e aprovação, entre os quais o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (93% e 2%, respectivamente); Renan Calheiros (83% e 2%, respectivamente); Dilma Rousseff (78% e 19%, respectivamente); Gilmar Mendes (75% e 3% respectivamente); Rodrigo Maia (71% e 4%, respectivamente); Henrique Meirelles (65% e 6%, respectivamente); Fernando Haddad (59% e 6%, respectivamente); Ciro Gomes (58% e 21%, respectivamente) e Jair Bolsonaro (55% e 24%, respectivamente).


