Afastamento de Barros
Após tomar conhecimento da ação civil pública em que o MPF (Ministério Público Federal) em Pernambuco, pede seu afastamento cautelar, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse que é alvo da medida porque contraria grandes interesses.
"O MPF tem atuado de forma intensa, e o TCU [Tribunal de Contas da União] também, tentando consolidar vantagens à empresa Shire. Nós não faremos isso", afirmou Barros.

Esvaziamento da Hemobrás
A ação foi ajuizada em Pernambuco pela procuradora da República Silvia Regina Pontes Lopesm, que acusa o ministro de atuar para "esvaziar" a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) de suas atribuições institucionais. Criada em 2004, a estatal é vinculada ao Ministério da Saúde e é responsável pela produção de medicamentos hemoderivados. Segundo a procuradora, Barros trabalha para transferir as instalações da empresa de Pernambuco para seu reduto eleitoral, o Paraná. A fábrica da Hemobrás, localizada no município de Goiana (PE), funciona apenas de forma parcial. A obra, iniciada em 2010, ainda não foi concluída.

Caiado cai do cavalo
O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) faltará à sessão que decidirá sobre o futuro do colega tucano Aécio Neves (PSDB-MG) afirmando ter sofrido um acidente de mula. Segundo nota, o líder do DEM no Senado está de licença médica após ter fraturado o úmero em uma queda de mula em sua fazenda no município de Mara Rosa (GO), na sexta-feira (13). Durante a votação que decidirá sobre a manutenção ou não das medidas restritivas impostas pelo STF (Supremo Tribunal Federal) ao senador tucano, Caiado afirmou que estará de repouso em sua casa em Goiânia. Desde o fim de setembro, Aécio está afastado do mandato e cumprindo recolhimento noturno.

Mais senadores faltosos
Além Caiado, pelo menos mais dez senadores devem se ausentar da votação que pode derrubar a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que impõe medidas restritivas ao senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), prevista para esta terça-feira (17): Armando Monteiro (PTB-PE), Ricardo Ferraço (PSDB-ES), Ricardo Muniz (PP-BA) e Cristovam Buarque (PPS-DF) estão em missão especial nos Emirados Árabes; já Jorge Viana (PT-AC), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Sérgio Petecão (PSD-AC) e Roberto Muniz estão na Rússia. O líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), também não comparecerá porque se recupera de uma diverticulite.

Contagem de votos
O tucano precisa de 41 votos dos 81 senadores para derrubar a decisão da Corte e retomar o mandato. Aliados de Aécio consideram que seria necessário um quórum mínimo de 70 senadores no plenário para iniciar a votação. Caso contrário, há um movimento entre alguns líderes partidários para adiar a apreciação para quarta-feira (18). Pelas últimas contas, ao menos 30 senadores mostram disposição em votar contra o Aécio Neves, que precisa de ao menos 41 votos dos 81 senadores para reverter a decisão do Supremo. Por isso, as ausências contam contra o tucano, que é quem tem de alcançar os votos necessários.

Protesto no Congresso
Na semana em que a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados irá votar parecer contrário à segunda denúncia o presidente Michel Temer, um adesivo de protesto foi grudado em uma placa em frente ao Congresso Nacional. A Polícia Militar retirou o adesivo nessa segunda-feira (16), mas não identificou responsáveis pelo ato. A inscrição "Formação de quadrilha, corrupção ativa, o grande acordo nacional" faz referências, em parte incorretas, a acusações feitas pela PGR (Procuradoria-Geral da República) contra Temer. Na primeira denúncia, a Câmara barrou em agosto a tramitação da acusação por corrupção passiva. Agora, a denúncia é de organização criminosa e obstrução da Justiça. A inscrição original da placa é "Alameda dos Estados", a via que fica em frente ao Congresso e onde estão hasteadas as bandeiras das unidades da federação.

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