Mudança de zoneamento
A Câmara Municipal de Londrina aprovou por 18 votos nessa terça-feira (26), em primeiro turno, mais uma mudança de zoneamento que mexe no Plano Diretor. Trata-se do projeto de lei 111 2116 que inclui a Avenida Ludwig Ernest (conhecido como Rodovia Carlos João Strass), na zona norte, como Zona Comercial Seis (ZC-6). Atualmente o trecho de três quadras - entre as avenidas Saul El Kind e Benjamin Siebeneich – está classificado como Zona Residencial Três (ZR-3).

Corrige distorção
De acordo com o autor da matéria, Junior Santos Rosa (PSD), a mudança de zoneamento foi amplamente discutida em uma audiência pública no dia 31 de maio e vem corrigir uma área onde já existem comerciantes com barracões que estão com dificuldade de exercer suas atividades. "É um projeto importante para garantir o desenvolvimento e alguns comerciantes não conseguiram emitir seu alvará", disse.

Mudança de posicionamento
Amauri Cardoso (PSDB) e Daniele Ziober (PPS), vereadores que já concederam entrevistas à FOLHA dizendo que não votariam em projetos que mexem no Plano Diretor, apoiaram a matéria. Apenas Filipe Barros (PRB) votou contra o projeto. O Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina) deve encaminhar em 2018 projeto que discute o plano diretor. O projeto precisa ser aprovado em segunda discussão antes de ir para sanção do prefeito Marcelo Belinati.

'A Praça é Nossa'
Foi aprovado ontem por 16 votos pela Câmara de Londrina o projeto de lei "A Praça é Nossa" que prevê a participação da sociedade civil na urbanização e manutenção das praças públicas, de esportes e áreas verdes, sem custos à administração pública. As comissões da Casa aprovaram a medida, mas a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) emitiu parecer contrário ao texto. Autor da matéria, o vereador Ailton Nantes (PP) apresentou alguns ajustes para garantir que a proposta não entre em conflito com a Lei da Cidade Limpa que define as regras de publicidade em locais públicos. Eduardo Tominaga (DEM) votou contra. Rony Alves (PTB) e Felipe Prochet (PSD) se abstiveram. Agora, o projeto segue para sanção ou veto do prefeito.

Novo horário
A Comissão Processante finalmente conseguiu notificar o vereador Boca Aberta (PP) na sessão de ontem para que ele preste depoimento no interrogatório. Com isso, houve remarcação de horário para as 16h30 desta quarta-feira (27). Inicialmente o depoimento estava previsto e foi comunicado por edital publicado na FOLHA para as 10h45 de hoje. A medida foi para atender à liminar deferida pela Vara de Fazenda Pública que cancelou a sessão de julgamento que estava agendada para última sexta-feira (22). "Como precisamos respeitar o prazo de 24 horas a partir da notificação, nós retardamos um pouco o horário do depoimento", disse o procurador jurídico da Câmara, Miguel Aranega Garcia. Boca Aberta é investigado por quebra de decoro parlamentar ao pedir dinheiro nas redes sociais para pagar uma multa eleitoral.

Guerra ou paz?
O vereador Filipe Barros (PRB) novamente foi pivô de uma polêmica na sessão de ontem. Ele criticou o requerimento do vereador Ailton Nantes (PP) que propôs envio formal da Câmara de um elogio aos organizadores do evento "Manifesto pela Paz e pelo Desarmamento Infantil" com a promoção do "Abraço no Lago" no último final de semana. Barros disse que "quem apoia o desarmamentismo têm o sangue nas mãos".

Contra-ataque
Os vereadores Ainton Nantes, Amauri Cardoso, Roberto Fu e Rony Alves fizeram duras críticas às palavras ditas por Barros em plenário. "Quaisquer manifestações pela paz, por mais simbólicas que sejam, trazem benefícios para a sociedade. Ao contrário de manifestações feitas com ira contra determinados grupos que só ampliam a divisão da sociedade e evocam a violência", rebateu Nantes em plenário, numa referência à greve geral de 28 de abril quando Barros e um auxiliar publicaram um vídeo nas redes sociais onde xingavam de "vagabundos" os trabalhadores que aderiram à paralisação.

CNJ reverte punição de juiz
O juiz Gaspar Luiz Mattos de Araújo Filho conseguiu reverter no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) a decisão do TJ (Tribunal de Justiça) do Paraná de aposentá-lo compulsoriamente. Em julgamento nessa terça-feira (26), os conselheiros decidiram apenas punir o magistrado com a pena de disponibilidade. A exemplo do TJ, o CNJ reconheceu que o juiz cometeu infração disciplinar ao ser negligente na condução de processos e ao deixar de cumprir recomendações feitas pela Corregedoria do tribunal para reparar a atuação do magistrado. No entanto, o Plenário do CNJ considerou a pena de aposentadoria compulsória – a mais grave da esfera administrativa – desproporcional às condutas atribuídas a ele. Com a decisão, Mattos de Araújo Filho está afastado de suas funções por, no mínimo, dois anos.

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