INFORME FOLHA
Sem surpresa
O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), comentou nessa quarta (16) a ação de improbidade administrativa contra integrantes do governo do Estado que foi rejeitada pela juíza Patrícia Bergonse, da 5ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba. "Fico muito feliz e confesso até que não fico surpreso porque sempre acreditei que o destino daquelas denúncias seria esse mesmo, o arquivamento, visto que ficou muito claro o papel da polícia de proteger uma instituição democrática como é a Assembleia Legislativa", disse durante evento em Foz do Iguaçu.
'Comemorar não dá'
O governador lamentou os fatos ocorridos no dia 29 de abril de 2015. "Comemorar não dá porque aquele dia os fatos e as imagens foram chocantes e lamentáveis. A gente espera que isso sirva de exemplo e não aconteça nunca mais", disse. A ação foi proposta pelo Ministério Público contra seis integrantes do governo do Estado, incluindo o governador. Durante a votação de um "pacotaço" na Assembleia Legislativa a ação resultou em centenas de feridos. Segundo o MP, a ação adotada pelo governo do Estado havia sido "desproporcional" com o uso de balas de borracha, gás de pimenta e bombas de efeito moral.
Criminalidade em Londrina
O deputado estadual Tercílio Turini (PPS) apresentou ontem, durante sessão na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, um requerimento questionando o aumento da criminalidade em Londrina. A ideia do parlamentar era encaminhar o pedido de informações ao secretário de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Wagner Mesquita. Entretanto, o envio foi adiado, a pedido do líder do governo na Casa, Luiz Cláudio Romanelli (PSB).
Dados
Turini se baseou em reportagem publicada pelo jornal Nosso Dia, do Grupo Folha, segundo a qual o município passou da marca dos 100 assassinatos em 2017. Os dados referem-se a homicídios, latrocínios e mortes em unidades de saúde, decorrentes de lesão corporal. "O fato torna-se muito mais grave ao constatar-se que o número é 40% maior do que o registrado no mesmo período de 2016, quando a cidade registrou 70 casos", destacou. Para o deputado, a situação "transforma em realidade o sentimento de insegurança vivenciado pelo cidadão".
Absolvido
O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Paraná absolveu o vereador Michel Cícero (PMDB), de Santa Mariana (Norte Pioneiro), da acusação do Ministério Público Eleitoral (MPE) de compra de votos na eleição de 2016. A acusação é de que o vereador teria realizado, em troca de votos, o pagamento de contas de água e do conserto de um carro, além de ter fornecido bebidas alcoólicas a eleitores. Como prova de tais imputações foram apresentadas duas gravações ambientais e depoimentos de testemunhas. Com a decisão de segunda-feira (14), o vereador poderá permanecer no cargo. A defesa do parlamentar, alegou a fragilidade de provas no processo, baseado unicamente na declaração de testemunhas do caso e em uma gravação cujo conteúdo não comprova irregularidades.
Contra hidrelétricas
Agricultores familiares, comerciantes e representantes de comunidades tradicionais do Vale do Ribeira (litoral) estiveram, nessa terça-feira (15), no Plenarinho da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná para manifestarem seu descontentamento com os projetos em andamento que preveem a construção de 12 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) na Bacia do Rio Ribeira. A audiência pública realizada pela Comissão de Ecologia, Meio Ambiente e Proteção aos Animais, presidida pelo deputado estadual Rasca Rodrigues (PV) foi a primeira discussão aberta para tratar do polêmico tema.
Prejuízo do turismo
Ao todo, segundo informação do Centro de Estudos, Defesa e Educação Ambiental (Cedea), há projetos para a construção de 9 PCHs no Rio Açungui e 3 PCHs no Rio do Turvo, ambos da Bacia do Rio Ribeira. O promotor de Justiça do Centro de Apoio às Promotorias de Meio Ambiente, Robertson de Azevedo, alertou que a experiência paranaense com empreendimentos hidrelétricos tem deixado um enorme passivo. Para ele, os municípios do Vale do Ribeira possuem um potencial turístico e ecológico que podem trazer mais benefícios econômicos do que as possíveis indenizações para a construção de PCHs.
Palocci segue preso
A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre, manteve, por unanimidade, a prisão preventiva de Antônio Palocci Filho, condenado em primeira instância nos autos da Operação Lava Jato. A sessão que julgou o mérito do habeas corpus, denegado liminarmente no início de julho, ocorreu nessa quarta (16). Os desembargadores entenderam como principal fundamento para a manutenção da prisão é o fato de os valores obtidos nos crimes ainda não terem sido sequestrados pela Justiça, havendo risco de novos atos de lavagem de dinheiro, bem como risco de fuga.





