Uber em 'stand by'
O projeto de lei 25/2017 que pretende regulamentar o uso de aplicativo Uber na cidade foi retirado da pauta da Câmara Municipal de Londrina por tempo indeterminado. O pedido feito pelo autor da matéria, o vereador Rony Alves (PTB) que alega interesse em discutir com os motoristas e com a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) um modelo tarifário para discutir as taxas necessárias da regulamentação. O projeto já foi aprovado pela Comissão de Justiça da Casa e também deve receber parecer das comissões temáticas do Legislativo. "Acreditamos que 20 dias sejam necessários para aprofundar as discussões e escolher um modelo que seja viável para motoristas e consumidores", disse Alves.

Agiliza
Os dois projetos de lei (PL) do governo Marcelo Belinati (PP) que fazem parte do plano de desburocratização foram aprovados, em primeira discussão, nessa quinta-feira (3) pela Câmara de Vereadores. São matérias de interesse do Executivo do programa Agiliza Londrina com objetivo de desburocratizar as leis municipais para abertura de empresas. O PL 102 que mexe com alguns artigos da Lei de Parcelamento do Solo foi aprovado por 15 votos. Somente os vereadores Amaury Cardoso (PSDB) e Filipe Barros (PRB) se abstiveram. Emerson Petriv (PR) e Vilson Bittencourt (PRB) estavam ausentes no momento da votação. Trata-se do projeto que pretende simplificar a aprovação de loteamentos no município. A intenção é que a lei consiga reduzir em até 150 dias a tramitação dos processos que aprovam a instalação de empreendimentos com mais de 120 mil m².

Desburocratização
O PL 103 que exclui a exigência de EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança) para estabelecimentos que comercializam peças novas e usadas de carros também foi aprovado, entretanto, na forma de substitutivo, que altera algumas aspectos da redação do texto. Foram 17 votos favoráveis e Barros e Cardoso se abstiveram novamente. A justificativa de ambos é de que adotam a postura de não votar em projetos que alteram leis do Plano Diretor. "São projetos essenciais para administração municipal para desburocratização e agilizar a vida de empresários que esperam muito para aprovação de projetos para abertura dessas atividades", disse o líder do prefeito na Câmara, vereador Péricles Deliberador (PSC).
As duas matérias seguem para discussão em segundo turno na próxima terça-feira (8) antes da sanção do prefeito de Londrina.

Voto pró-Temer
O deputado federal Alex Canziani (PTB-PR) enviou nota à imprensa para justificar o seu voto favorável ao arquivamento da denúncia por corrupção passiva contra o presidente Michel Temer, na última quarta-feira (2). Outro representante de Londrina, Luiz Carlos Hauly (PSDB) também votou favoravelmente ao peemedebista. Por 263 a 227, a Câmara Federal impediu que Temer fosse afastado do cargo e investigado pelo STF (Supremo Tribunal Federal). "Confesso que não é fácil decidir quando as pesquisas mostram a preferência por uma determinada posição. Até seria mais fácil votar pela saída do presidente, mas será que seria o melhor para o Brasil?", explica Canziani.

'Melhor a continuidade'
Canziani argumenta ainda que Temer "não foi absolvido, assim que acabar o mandato ele será investigado, podendo até ser condenado e preso". "A crise em que o país está é muito séria, uma mudança na Presidência não criaria mais instabilidade e reflexos ainda piores na economia?", questiona. Ele diz ainda ter conversado com diversas lideranças (prefeitos, vereadores, lideranças empresariais e de trabalhadores) que lhe teriam dito que "o melhor seria a continuidade do presidente". Resta saber o que responderão os eleitores nas urnas em 2018.

Pane área
O ex-prefeito de Curitiba e deputado federal Luciano Ducci (PSB) postou vídeo na internet para explicar o porquê da ausência durante a votação do processo que culminou no arquivamento da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB). Ducci disse que estava em Frankfurt, na Alemanha, e tinha previsão de chegada em Brasília ainda na parte da manhã de quarta-feira (2) em tempo hábil para votação. Segundo ele, por problemas técnicos a aeronave teve que retornar à pista de pouso e ele pernoitou na cidade europeia.

'Fiquei chateado'
Com a remarcação do voo, o parlamentar só conseguiu chegar em Brasília às 21 horas, duas horas depois dos votos realizados pela bancada do Paraná. "Fiquei chateado porque estava trabalhando muito isso, dentro do partido", disse Ducci.
Em levantamento feito pela FOLHA e publicado na última segunda-feira (31), o deputado disse, por meio da assessoria, que era favorável à investigação contra Temer no STF (Supremo Tribunal Federal). Osmar Serraglio (PMDB) e Reinold Stephanes (PSD) também não apareceram na votação que salvou o mandato de Temer.

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