Informe Folha
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segunda-feira, 17 de julho de 2017
Equipe da Folha com agências<br> [email protected] 
Verba para a Saúde
Apesar do recesso parlamentar, a Assembleia Legislativa (AL) esteve movimentada na manhã dessa segunda-feira (17). Durante evento no Plenarinho da AL, o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), anunciou a liberação de R$ 23,6 milhões do governo federal para cerca de 50 municípios paranaenses.
Ufa, sem protesto!
Ao contrário do último sábado à noite, em Curitiba, quando o ministro teve de enfrentar um grande protesto de servidores durante o casamento da filha Maria Victoria (manifestantes portando faixas atiraram ovos nos noivos e convidados na porta da igreja e no Palácio Garibaldi, que teve a fachada histórica modificada), a agenda do ministro foi bem mais suave.
Pontos para a vice
O encontro na AL reuniu ainda prefeitos e secretários municipais de saúde, além de deputados estaduais, e a vice-governadora, Cida Borghetti (PP), que é mulher de Barros. Certamente, Cida deve ter aproveitado a reunião para contabilizar dividendos para sua campanha à sucessão do governador Beto Richa (PSDB) em 2018.
INSS atrasado em Ibiporã
O TC (Tribunal de Contas) do Paraná determinou que o ex-prefeito de Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina) José Maria Ferreira (gestões 2009-2012 e 2013-2016) devolva aos cofres do município R$ 55.351,44 referentes a encargos pagos pelo atraso no repasse de contribuições ao INSS. A irregularidade refere-se ao ano de 2014, que gerou encargos de juros e multas (a valor deverá ser corrigido). A decisão foi tomada por técnicos da Coordenadoria de Fiscalização Municipal (Cofim) do TC.
Ex-prefeito recorre
A defesa do município alegou dificuldades financeiras para a realização de todos os pagamentos no período, que demandou a priorização de outras áreas do orçamento, em detrimento das contribuições previdenciárias. A Cofim afirmou que as informações da defesa não procedem, pois o município registrou superavit orçamentário no período, tendo efetuado, inclusive, gastos com empresas de consultoria. O parecer do Ministério Público de Contas (MPC-PR) acompanhou o entendimento da unidade técnica. O recurso do ex-prefeito de Ibiporã será julgado pelo Pleno do Tribunal.
Gleisi na Nicarágua
A senadora paranaense Gleisi Hofmann (PT), presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, denunciou que o ex-presidente Lula estaria sofrendo perseguição política. O discurso foi feito no 23º Foro de São Paulo, na Nicarágua no último domingo (16). Mais uma vez, a presidente do partido, afirmou que o Brasil foi vítima de golpe parlamentar.
Elogios a Maduro
Gleisi ainda fez elogios ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e criticou a "violência ofensiva contra o atual presidente Maduro". A senadora prestou ainda solidariedade aos "companheiros" do Partido Comunista Cubano em relação ao que chama de "criminoso bloqueio econômico" imposto pelos Estados Unidos. Por último, fez homenagem a Che Guevara: "Recordamos para que tenhamos sempre presente a necessidade de transformação social de nossos países".
Picciani internado
O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani (PMDB), foi internado na manhã dessa segunda-feira (17) no Hospital Copa Star, em Copacabana, para retirada da bexiga e próstata, após a confirmação de um câncer. A cirurgia está marcada para esta terça-feira (18), e Picciani só deverá retornar à Alerj no início de setembro. A Assembleia Legislativa está em recesso durante este mês, e as sessões plenárias terão início no dia 1º de agosto. Picciani ficará afastado das atividades legislativas até 30 de agosto. Nesse período, o segundo vice-presidente da Casa, André Ceciliano (afastado do PT), ocupará a presidência interinamente. O primeiro vice-presidente, Wagner Montes (PRB) também está afastado do cargo há mais de dois meses para tratamento de saúde.
Segue preso
A presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), ministra Laurita Vaz, decidiu nessa segunda-feira (17) manter a prisão preventiva do procurador da República Ângelo Goulart Villela, investigado a partir das delações da JBS sob a acusação de repassar informações sobre as apurações em troca de vantagens indevidas. Os fatos foram investigados na Operação Patmos, da Polícia Federal, deflagrada em maio.
Beneficiados com HC
No pedido de liberdade feito ao STJ, a defesa de Ângelo Goulart alegou que o procurador deve ser solto porque outros investigados foram beneficiados por habeas corpus concedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Os advogados também alegaram que o empresário Joesley Batista, dono da JBS e delator nas investigações, disse desconhecer promessa de pagamentos mensais de R$ 50 mil para obter informações do procurador.


