INFORME FOLHA
Agenda positiva
Fechando o semestre em verdadeira ebulição com várias polêmicas envolvendo vereadores a última delas com abertura de Comissão Processante que poderá culminar na cassação de Emerson Petriv (PR), o Boca Aberta -, a Câmara Municipal de Londrina divulgou nessa terça-feira (11) uma agenda positiva da atual legislatura. O relatório compara as atividades parlamentares desenvolvidas no primeiro semestre de 2017 com o primeiro semestre de 2016.
Números
Segundo levantamento da assessoria da Casa, em 2017 foram apresentados 167 projetos de lei contra 58 no mesmo período do ano passado. Neste ano, foram 29 projetos de lei de iniciativa do Executivo e 138 apresentados por vereadores.
Em 2017, o prefeito Marcelo Belinati (PP) sancionou 30 leis, sendo 24 oriundas de projetos de lei deste ano. Em 2016, foram 44 leis sancionadas pelo ex-prefeito Alexandre Kireeff.
Pedidos
Já outros números que ressaltam a agenda foram de pedidos, requerimentos e indicações feitas pelo Legislativo à prefeitura: 4.596 este semestre contra 2.912 de igual período do ano passado. Fecham o balanço 10 audiências públicas realizadas em diversos temas ante a 5 ações de 2016. A Câmara entra em recesso na sexta-feira (14) e a próxima sessão será em 1º de agosto.
Universidades
Reitores, professores, funcionários e estudantes participaram na manhã dessa terça-feira (11) de uma audiência pública, no Plenarinho da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, para debater a situação das universidades estaduais. Eles reclamam principalmente de mudanças promovidas pelo governo do Estado no pagamento de gratificações por tempo integral e dedicação exclusiva, além da implantação do sistema de gerenciamento da folha de pagamento, denominado de Meta 4. A reunião foi proposta pelos deputados Péricles de Mello (PT), Tercílio Turini (PPS) e Tadeu Veneri (PT).
Encaminhamentos
Segundo Turini, a discussão foi de alto nível. "Criamos uma carta aberta à comunidade em defesa das universidades, tiramos proposta de fazer audiências vamos estabelecer um cronograma no segundo semestre em todas as sedes de universidades, porque são um patrimônio público. De preferência, vamos fazer nas câmaras de vereadores. Vamos trazer aqui também os reitores, usar horário do grande expediente, e tiramos encaminhamento de tentar, através da liderança do governo, uma reunião com o governador, reitores e dirigentes sindicais, abrindo em canal de diálogo. Hoje existe um bloqueio e a interlocução é difícil", contou.
LDO vai para sanção
Aprovada em redação final, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018 seguiu ontem mesmo para sanção do governador Beto Richa (PSDB). A exemplo do que aconteceu no ano passado, o pagamento da data-base dos cerca de 300 mil servidores públicos, entre ativos e aposentados, ficará condicionado à disponibilidade financeira. Mais uma vez, a administração diz que a prioridade é quitar as progressões e promoções de carreira. O texto prevê uma receita bruta de R$ 60,7 bilhões, sendo que 10% desse montante poderá ser remanejado livremente, isto é, sem o aval da Assembleia Legislativa (AL).
Recesso na Assembleia
Com a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), os 54 deputados estaduais já podem entrar em recesso. O presidente da Assembleia, Ademar Traiano (PSDB), anunciou ontem a antecipação da sessão ordinária da próxima segunda-feira (17) para esta quarta-feira (12). Assim, depois da plenária os parlamentares só se reunirão novamente em agosto.
Nova delação na Lava Jato
Executivos da Galvão Engenharia, uma das empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato, assinaram acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República e a força-tarefa de procuradores em Curitiba. O acordo ainda não foi homologado pela Justiça. Segundo envolvidos nas investigações, cinco executivos fecharam acordo com os investigadores. Entre eles está Dario de Queiroz Galvão Filho, principal dirigente e sócio do Grupo Galvão.
Empresário já condenado
Em 2015, Dario Galvão Filho foi condenado a 13 anos e 2 meses de prisão por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa pelo juiz Sérgio Moro. A ação envolvendo a empreiteira apurou aditivos da Galvão Engenharia com a Petrobras. Dario chegou a ser preso pela Lava Jato e a ficar detido em Curitiba por dois meses.





