INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 30 de maio de 2017
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Improbidade
Foi realizada nesta terça-feira (30) a primeira de uma série de três audiências do caso em que o vereador Gerson Araújo (PSDB) é acusado de improbidade administrativa por ter supostamente beneficiado a Construtora Iguaçu do Brasil e seu representante Carlos Alberto Campos de Oliveira, ao forçar os proprietários a venderem para a construtora área na Avenida Henrique Manzano (zona norte). A Iguaçu é a construtora acusada de dar calote em centenas de clientes. Perante o juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública, Marcos José Vieira, foram ouvidas duas testemunhas arroladas pelo MP (Ministério Público) autor da ação, interposta em maio do ano passado e duas arroladas pela defesa de Oliveira.
Nova audiência
Além do vereador, da empresa e de seu dono, também é réu o ex-assessor do parlamentar Willian Polaquini de Godoy. O ato ilícito teria sido praticado enquanto Gerson exerceu o mandato tampão de prefeito, no último quadrimestre de 2012. Pelos mesmos fatos, o tucano, atual presidente da Comissão de Ética da Câmara, responde ação penal por falsidade ideológica e estelionato. Ao final da audiência de ontem os advogados de Gerson, Vinícius Borba, e de Oliveira, Carlos Alberto Oliveira Júnior, disseram que as testemunhas ouvidas não comprovaram nenhum fato narrado na inicial. O advogado de Godoy preferiu nada comentar. Nesta quarta (31), às 14h15, serão ouvidas quatro testemunhas. Uma delas é o procurador jurídico da Câmara, Miguel Aranega Garcia.
Kireeff sai do PSD
De olho na corrida eleitoral ao governo do Estado em 2018, o ex-prefeito de Londrina Alexandre Kireeff anunciou ontem a sua saída do PSD, do qual era filiado desde 2012. O pedido de desfiliação do partido foi entregue nesta terça-feira (30). "Pretendo passar por um período de ao menos seis meses de dedicação a estudos e trabalho em minhas atividades empresariais", justificou Kireeff, por meia da assessoria de imprensa.
Concorrência
Questionado sobre sua candidatura nas eleições de 2018, Kireeff admite que ela existe desde que "ocorra de forma inovadora e independente". "A decisão de disputar o governo do Estado ou qualquer outro cargo dependerá da viabilidade de praticar uma política diferente da usual. Caso contrário, permaneço no setor do agronegócio. Se for para praticar a política do mais do mesmo não participarei de novas eleições, disse o ex-prefeito de Londrina (2012-2016). Caso ficasse no PSD, Kireeff teria de enfrentar a concorrência de Ratinho Júnior - um dos caciques do PSD e secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano - um dos pré-candidatos à sucessão do governador Beto Richa (PSDB) ao lado da vice-governadora Cida Borgheti (PP) e do ex-senador Osmar Dias (PDT).
Meta 4
A Assembleia Legislativa aprovou nesta terça (30) dois pedidos de informações formulados pelo deputado Plauto Miró (DEM) dirigidos ao governador Beto Richa (PSDB) e ao secretário Estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes, sobre a implantação do sistema de controle de Recursos Humanos Meta 4 nas universidades estaduais. O deputado quer saber como foi feita contratação da empresa responsável pelo software, os custos envolvidos desde a contratação até agora e os motivos pelos quais as universidades se recusam a aderirem ao sistema.
Ameaça à autonomia
As dúvidas do parlamentar surgiram após a publicação da "Carta de Londrina" redigida pelos representantes da comunidade acadêmica das sete universidades estaduais do Paraná. Membros dos conselhos universitários, integrantes do Comitê Estadual em Defesa do Ensino Superior do Paraná, integrantes do corpo docente e agentes universitários, além de estudantes, estiveram reunidos em assembleia no último dia 11, justamente para discutir o tema. Para eles, a implantação do sistema é uma ameaça à autonomia universitária.
Devolução de recursos
O TC (Tribunal de Contas) do Paraná julgou irregulares os pagamentos de juros e multas devido ao atraso no recolhimento de contribuições previdenciárias pela Prefeitura de Cornélio Procópio (Norte Pioneiro), no valor de R$ 168.724,06, em 2015. Com isso, o ex-prefeito Fred Alves (PSC) foi responsabilizado pela irregularidade e terá de devolver o montante integral gasto com essas despesas, devidamente corrigido desde a data dos pagamentos. Alves recebeu ainda multa de 40 vezes o valor da Unidade Padrão Fiscal do Estado do Paraná (UPF-PR), que em maio de 2017 vale R$ 96,17, totalizando a sanção em R$ 3.846,80, para pagamento neste mês. Não cabe mais recursos ao ex-prefeito. Alves teve o mandato cassado em setembro de 2016 sob a acusação de ter autorizado a compra de 50 caixas de isopor por R$ 6,8 mil.


