Uber
Com a presença de alguns taxistas nas galerias da Câmara nesta segunda-feira (15), a Comissão de Justiça optou em consultar o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina (Sinttrol) sobre o projeto que pretende regulamentar o sistema de transporte privado individual em Londrina, como Uber. A iniciativa foi apresentada pelo vereador Rony Alves (PTB) em fevereiro e já recebeu pareceres favoráveis da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e das Secretarias Municipais do Governo e Fazenda. O sindicato tem até 30 dias para dar alguma posição. No retorno ao Legislativo, a proposta será apreciada pelas Comissões de Política Urbana e Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Administração e Finanças.

Zona Azul
A Comissão de Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de Londrina resolveu adiar por uma semana a votação do projeto apresentado pelo vereador Boca Aberta (PR) que determina o ressarcimento, por parte da Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel), a motoristas que tiverem os carros danificados, roubados ou furtados em vagas da Zona Azul, serviço mantido pela entidade assistencial em Londrina. A cobrança seria feita mediante alteração na Lei 10.914, que estabeleceu o estacionamento regulamentado de veículos automotores.

Ataque ao site da Câmara
A Câmara de Vereadores de Tamarana (Região Metropolitana de Londrina) suspendeu a sessão ordinária desta segunda-feira (15) porque teve seu sistema sequestrado no ataque hacker mundial ocorrido na última sexta (13). Os computadores estão em manutenção na tentativa de recuperar os dados desde a semana passada. Os hacker exigem pagamento de US$ 300 em bitcoins (moeda virtual) para liberar a criptografia.

Cessão de servidores
A Assembleia Legislativa aprovou, em segunda votação, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que permite que o governo estadual ceda servidores para entidades privadas. O tema causou polêmica na AL no início do mês. Para a oposição, a alteração na lei pode abrir precedentes para que funcionários públicos possam atuar em órgãos privados. Para o autor da PEC, Luiz Claudio Romanelli (PSB), a intenção é apenas regularizar a situação de cerca de 9 mil professores estaduais que são cedidos para Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes). A proposta foi aprovada por 44 votos a 2.

Grana para o FIA
Também foi aprovado ontem, em primeira votação, o projeto de lei que obriga o governo do Paraná a destinar 10% do Fundo Estadual de Combate à Pobreza exclusivamente ao Fundo da Infância e Adolescência (FIA) a partir de 2020. A medida é fruto de um termo de ajustamento de conduta firmado entre o Ministério Público e o governo, depois de denúncias que o FIA havia sido esvaziado por causa da lei 18.468, que permite que o superavit de fundos estaduais seja integrado ao Tesouro do estado. A verba do FIA, porém, é carimbada, e só pode ser usadas para ações ligadas à infância e adolescência. O governo também terá que pagar quatro parcelas anuais de R$ 85 milhões como forma de recuperar o rombo. O pagamento dessas parcelas consta em outro projeto de lei que ainda não foi votado.

‘Custo Lula’
O líder da oposição na AL, Tadeu Veneri (PT), apresentou um requerimento de informações sobre os custos da operação de segurança para a audiência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Curitiba, na última quarta-feira (10). Além dos gastos da megaoperação, caso o requerimento seja aprovado, a Secretaria de Segurança Pública também terá que responder de onde saiu a verba. Os valores ainda não foram divulgados pelo governo. O líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PSB), pediu um dia para analisar o requerimento. A votação será nesta terça-feira (16).

‘Não sou candidato’
Repetindo que não é candidato a cargo público em 2018, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), sugeriu que a definição sobre uma eventual candidatura sua em 2018 será tomada no ano que vem. Em entrevista ao Financial Times, em Nova York, o tucano disse que há um cansaço dos brasileiros em relação à classe política e uma injustiça ao generalizar todos. "Eu não sou candidato. Eu sou prefeito da cidade de São Paulo e a minha missão, a minha obrigação, é continuar sendo um bom prefeito. E tudo a seu tempo. 18 em 18", disse Doria na entrevista, que foi transmitida por sua página no Facebook.

Não é político?
Também nos Estados Unidos, o governador Geraldo Alckmin (PSDB), padrinho político de Doria, voltou a falar que está preparado para ser candidato a presidente pelo partido em 2018. O prefeito afirmou que no próximo ano os eleitores deverão votar em quem oferece alternativas de gestão na administração pública. "Eu acredito na retomada do conceito de que é mais importante acreditar em candidatos que possam oferecer alternativas de gestão, de eficiência para a administração pública brasileira", afirmou o prefeito. Falando sobre seu perfil, o tucano repetiu seu jargão ao dizer que não é político.

mockup