Reformada trabalhista
As reformas trabalhista e previdenciária em discussão no Congresso Nacional e a greve geral marcada para esta sexta-feira (28) repercutiram ontem no período de fala livre dos vereadores da Câmara Municipal de Londrina. Emerson Petriv, o Boca Aberta (PR), criticou os deputados federais de Londrina – Luiz Carlos Hauly (PSDB) e Alex Canziani (PTB) – por seu votos favoráveis à reforma trabalhista, "tirando do trabalhador direitos duramente conquistados". Com adjetivos nada enaltecedores, o vereador finalizou seu discurso questionado: "Ano que vem tem eleição. Com que cara vocês (deputados) vão ter coragem de pegar na mão do eleitor no ano que vem?".

Piquete
O vereador Filipe Barros (PRB) criticou duramente o Sinpro, sindicato dos profissionais de escolas particulares, que divulgou nota informando que faria piquetes para impedir aulas nas escolas particulares de Londrina. "Isso é um absurdo, uma afronta ao direito à educação", afirmou, acrescentando que irá acompanhar a atuação do sindicato nas portas dos colégios. O parlamentar também discursou contra a greve. "Essa greve é uma grande farsa. A gente sabe que o objetivo deles é único e específico: é defender o Lula da prisão." Também afirmou que as entidades sindicais organizam a greve porque são as mais prejudicadas com a reforma trabalhista, que extingue a contribuição obrigatória. "A CUT, a APP e todos os sindicatos estão perdendo a mamata. Meu recado é: chorem e chorem mais porque a mamata está acabando, e a vaca está secando."

Defesa
Rony Alves (PTB), professor da rede particular, defendeu e elogiou o Sinpro, embora tenha concordado que a greve "é um movimento político-partidário". Entretanto, nenhum vereador manifestou-se para defender os deputados londrinenses, nem mesmo os correligionários.

‘Em pé, paga meia’
Autor de vários projetos relativos ao transporte coletivo, o vereador Emerson Petriv, o Boca Aberta (PR), protocolou mais uma proposta de lei municipal, a qual batizou como "Vai em Pé no Busão Paga Meia". Prevê a isenção de 50% do valor da passagem do ônibus urbano para que não encontrar lugar para sentar no veículo, durante a viagem. Para viabilizar tecnicamente a proposta, o vereador sugere que sejam instalados sensores nas portas dos ônibus. Quando ultrapassar a capacidade de 44 passageiros sentados, o sistema passaria a cobrar meia tarifa. Na justificativa, Boca Aberta afirma que a intenção é "fazer justiça para com os usuários do transporte coletivo que hoje pagam pela passagem inteira e não encontram assentos vazios, devendo ter seus direitos assegurados pagando apenas meia passagem".

Mais gratuidades
Outras propostas do mesmo vereador sobre o transporte coletivo são redução de 65 para 60 anos a idade para o transporte coletivo gratuito; a isenção do pagamento da tarifa de desempregados; a exigência de autorização legislativa para a concessão de reajuste da tarifa; e, por fim, a regulamentação do transporte alternativo municipal e intermunicipal de passageiros em vans.

Solenidade
Nesta sexta-feira (28), desembarcam em Londrina três ministros do governo de Michel Temer para uma solenidade que também terá a presença do senador Alvaro Dias (PV), do governador Beto Richa (PSDB) e do deputado Alex Canziani (PT). Juntamente com o prefeito Marcelo Belinati (PP), os ministros Helder Zahluth Barbalho (Integração Nacional), Ricardo Barros (Saúde) e Osmar Serraglio (Justiça) vão entregar oito máquinas utilizadas para a pavimentação e recape asfáltico aos municípios integrantes do Consórcio Público Intermunicipal de Inovação e Desenvolvimento do Estado do Paraná (Cindepar). Ao todo, 123 municípios participam do consórcio criado em 2013 para atender às demandas de pavimentação asfáltica nos municípios da região norte e central do Estado. A solenidade será às 11 horas, no Centro de Treinamento Milton Alcover, no Parque de Exposição Governador Ney Braga.

Temer e Lula rejeitados
Pesquisa da Ipsos mostra que em abril o presidente Michel Temer alcançou a maior taxa de rejeição do seu governo, com 87% (ante 78% em março). Já o indicador de favorabilidade a Temer teve queda de 17% para 10%. O levantamento também revela que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve aumento de rejeição, alcançando 64%, enquanto sua aprovação passou de 38% para 34%. A pesquisa da Ipsos contou com 1.200 entrevistas presenciais em 72 municípios brasileiros. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.

Outros reprovados
A pesquisa avaliou outros políticos, entre os quais o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que continua sendo o mais rejeitado, com índice de 90%, seguido por Temer com 87%, pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL), 82%, pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT), com 77%, pelos senadores tucanos Aécio Neves (PSDB), com 76%, e José Serra, com 70%, e pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), com 68%. Possíveis presidenciais, Jair Bolsonaro (PSB-RJ) tem 48% de rejeição e o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), 40%.

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