Elogios ou críticas?
O presidente da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Ademar Traiano (PSDB), foi só elogios ao deputado Hussein Bakri (PSD), que durante a semana ocupou a função de Luiz Cláudio Romanelli (PSB) à frente da bancada governista na Casa. "Cumpriu o papel exemplar, comandando seus liderados com seu estilo sempre pronto e receptivo. Queremos cumprimentá-lo pela eficiência do seu trabalho nesses dias como líder", afirmou, durante a sessão plenária. A conclusão da fala do tucano, contudo, acabou pegando mal, pela alfinetada em Romanelli. "Até imagino que o líder titular não deva retornar e vossa excelência permaneça aqui. Vamos fazer um apelo, né?"

Passos de tartaruga
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 106, de 2015, segue em tramitação lenta no Senado Federal. Com vários autores, a PEC propõe a redução do número membros da Câmara dos Deputados (de 513 para 386) e do Senado (de 3 para 2 por unidade da Federação). Consulta popular no site do Senado apontava ontem que a esmagadora maioria dos internautas apoia a proposta de corte dos parlamentares: votaram pelo "sim" nada menos que 1.226.917 de eleitores. Somente 7.348 são contrários à alteração na quantidade de políticos nas duas casa legislativas. Para votar na PEC, basta acessar a página http://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/122432. A PEC segue na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, cujo relator é o senador Romero Jucá (PMDB-RR), alvo de cinco inquéritos da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal que apuram as delações da Odebrecht.

‘Veio o galinheiro todo’
O desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), destacou a surpresa do próprio Judiciário com as proporções - e a quantidade de esquemas de corrupção investigados- na operação. "Vou usar uma frase que já foi atribuída a vários ministros: puxou-se uma pena e veio uma galinha. Aliás, eu já diria que veio o galinheiro inteiro", avaliou. A declaração foi feita em Lisboa, onde Gebran participou do 5º Seminário Luso-Brasileiro de Direito, organizado pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), que tem Gilmar Mendes, coordenador do evento, como um dos sócios.

Vergonha e constrangimento
Citado por delatores da Lava Jato, o ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB-PE), disse ontem, em Lisboa, que está bastante constrangido com sua presença na lista de Fachin. "Evidente que estou mais do que constrangido. Não estou falando na vida política não, estou falando na vida pessoal", disse o ministro.
Segundo Araújo, qualquer pessoa "com vergonha na cara" ficaria constrangido com essa situação, mas o ministro aproveitou para negar as acusações. Nas declarações de ex-executivos da Odebrecht, Araújo apareceria na famosa lista da propina com o apelido de "Jujuba" e teria recebido R$ 600 mil.

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