INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 20 de março de 2017
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Sem concurso
O Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel) instaurou sindicância administrativa para apurar a contratação de empregados sem concurso público, o que é proibido desde outubro de 1988, com a promulgação da Constituição Federal. Publicada no Jornal Oficial do último dia 14, a portaria, assinada pelo presidente da Codel, Reinaldo Ribeirete, informa que considerou inquérito civil da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público para instaurar a sindicância. O inquérito foi instaurado em 23 de março do ano passado pelo promotor Renato de Lima Castro a partir de representação da 1ª Vara do Trabalho de Londrina. Ao todo, cinco funcionários teriam sido contratados em novembro e dezembro de 1988, na gestão do ex-prefeito Wilson Moreira, sem concurso público. Não há prazo para concluir a apuração.
Aliado
Crítico da gestão do ex-prefeito Alexandre Kireeff (PSD) na Câmara Municipal, o agora presidente do Legislativo, Mário Takahashi (PV), adota postura diferente em relação a Marcelo Belinati (PP). Volta e meia convidado para solenidades no gabinete do prefeito, como representante da Câmara, Takahashi tem apoiado algumas das medidas anunciadas pelo pepista neste início de mandato. Nesta segunda-feira (20), quando Belinati anunciou o programa Agiliza, Londrina, sobre os planos de desburocratização para emissão de alvarás, permissão de licenciamento e concessão de licenças ambientais no município, o vereador parabenizou o prefeito pela iniciativa e disse que a Câmara está à disposição para discutir os projetos que visem "destravar" a cidade.
Respaldo
Além de Takahashi, também foram convidados pelo cerimonial da prefeitura a participar do lançamento do Agiliza, Londrina no gabinete o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Cláudio Tedeschi, e o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e presidente do Fórum Desenvolve Londrina, Ary Sudam. Ambos enalteceram o fato de pela primeira vez a prefeitura empunhar uma bandeira que, segundo o setor produtivo local, só vinha sendo levantada pela iniciativa privada.
Exagero
Sobre o impacto negativo que a Operação Carne Fraca pode trazer para o Paraná, um dos maiores exportadores de carne do País, Ary Sudam afirmou que o efeito deve ser neutralizado em breve devido à mobilização dos agropecuaristas em mostrar que houve "excessos" da Polícia Federal ao revelar um suposto esquema de produção e comercialização de carne adulterada. O vice-presidente da Fiep lembrou que são mais de 2,8 mil frigoríficos existentes no Brasil e que o setor não pode ser maculado por suspeitas que recaem sobre um número "pequeno" de empresas investigadas na Carne Fraca.
Novo interrogatório
O principal delator da Operação Publicano, Luiz Antonio de Souza, vai ser submetido a novo interrogatório no processo relativo à terceira fase da operação. O audiência foi marcada para o próximo dia 31, às 13h30, pelo juiz da 3ª Vara Criminal de Londrina, Juliano Nanuncio, titular dos processos relativos à Publicano, que investigação uma mega esquema de corrupção na Receita Estadual do Paraná, notadamente na Delegacia de Londrina. Os líderes e um dezena de auditores já foram condenados em primeira instância, na Publicano 1. Em despacho proferido em 8 de março, Nanuncio concordou com o pedido do Ministério Público de novo interrogatório na fase três já que em outubro passado, Souza optou pelo silêncio. Ele já havia tido os benefícios da delação premiada rescindidos, em razão da reincidência em crimes, conforme apurou a fase cinco. O mesmo ocorreu com a Publicano 4 Souza será reinterrogado em 3 de abril.
Aditivo
O primeiro acordo de delação premiada de Souza foi rescindido em maio de 2016, impedindo que ele deixasse a cadeia em 30 de junho daquele ano. Porém, em março deste ano, houve um aditivo, fruto de renegociação entre o MP e o delator, que deverá deixar a cadeia após os novos interrogatórios. Durante a oitiva na fase 4, Souza chegou a dizer, em juízo, que as transcrições de seus depoimentos não condizia com o que de fato havia declarado. Agora, se retratar destas afirmações é uma das condições do acordo aditado, pois deverá "retratar-se das assertivas realizadas (ao falsear a verdade em Juízo, em decorrência da rescisão da colaboração premiada), por ocasião do interrogatório datado de 6 de fevereiro de 2017", na Publicano 4.
Efeitos do 7 a 1
David Luiz só queria dar alegria pro seu povo, mas acabou dando um golpe (ou impeachment, a depender do lado da torcida) na presidente da República. Se de 2014 para cá todo dia foi um 7 x 1 diferente para Dilma Rousseff na popularidade, na economia e no Congresso, isso tem a ver, sim, com o fracasso no Brasil na Copa, argumentam os economistas Eduardo Zilberman e Carlos Carvalho, este do Banco Central. Ao cruzar a cronologia de eventos da última eleição presidencial com o movimento na Bolsa de Valores, os dois perceberam que o impacto sobre o mercado financeiro da derrota para a Alemanha foi semelhante sobre o resultado apertado no primeiro turno.


