Solidário, mas...
O Núcleo de Comunicação da Prefeitura de Londrina divulgou nota, nesta terça-feira (14), informando que o prefeito Marcelo Belinati (PP) "se solidariza com os trabalhadores" que se colocam contra a Reforma da Previdência. Mas, quem deixar de trabalhar para protestar deverá descontar a falta do banco de horas ou poderá optar pelo desconto de um dia de férias. De acordo com a administração, a medida atende solicitação Sindserv, sendo que os servidores "não terão os seus direitos prejudicados".

Saúde
Ainda, segundo o Núcleo de Comunicação, na Saúde, os servidores que estão em escala de plantão deverão cumprir a sua jornada, sem prejuízos à população; na Educação, as escolas onde houver a opção pela paralisação das atividades, será necessária a reposição das aulas, sem prejuízo do calendário escolar.

UEL contra projeto
O vereador Filipe Barros (PRB) revelou em plenário que a Câmara recebeu ofício do Conselho Universitário (CU) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) solicitando a retirada de pauta do projeto de lei de autoria dele, que institui o programa Escola sem Partido. Barros, que é o representante do Legislativo no CU, criticou a "falta de debate" sobre o assunto, pois a iniciativa da universidade teria sido tomada sem a presença dele. O projeto passou pela Comissão de Justiça, Legislação e Redação e foi despachado para receber pareceres de várias entidades, inclusive da UEL.

Gorjeta
O presidente Michel Temer sancionou, na segunda-feira (13), a incorporação dos 10% de gorjeta ao salário de trabalhadores em bares, restaurantes, hotéis, motéis e estabelecimentos similares. O Projeto de Lei (PL) 252/07 é de autoria do ex-deputado Gilmar Machado (PT/MG) e altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Com a sanção, o pagamento do valor por clientes continua optativo, mas, caso seja pago, deverá ser incorporado à folha de pagamento e servir de base para a aposentaria do funcionário. O projeto também prevê a formação de uma comissão de empregados que possa acompanhar e fiscalizar a retenção da gorjeta. Para empresas com mais de 60 empregados, será constituída comissão para fiscalização da cobrança e distribuição da gorjeta.

Maringá
Auditoria realizada pelo Tribunal de Contas (TC) do Paraná a pedido do Banco Interamericano de Desenvolvimento comprovou falhas na execução do Programa de Mobilidade Urbana do Município de Maringá. O programa deve receber um investimento total de US$ 26 milhões (cerca de R$ 80,6 milhões). Até o final de 2015, os desembolsos somaram US$ 10,91 milhões (41,97% do orçamento total). Embora tenha concluído que os recursos foram utilizados de acordo com as condições estabelecidas no contrato de empréstimo do BID e, de modo geral, as obras atingiram os objetivos, a equipe de auditoria do TC apontou falhas na fiscalização e no controle interno da prefeitura. Essas irregularidades resultaram na execução de alguns serviços de má qualidade em calçadas, meios-fios e rampas para portadores de necessidades especiais.

Recomposição
Na defesa, a Prefeitura de Maringá informou que a Secretaria Municipal de Obras exigirá que a empresa contratada refaça os serviços de baixa qualidade apontados pela equipe técnica do Tribunal de Contas. Também se comprometeu a reavaliar o aditivo contratual. Em 2016, o TC auditou oito programas desenvolvidos por prefeituras e pelo Governo do Paraná com recursos repassados por organismos internacionais de crédito. O trabalho foi executado por uma equipe de 20 servidores. As auditorias integraram o Plano Anual de Fiscalização (PAF) do órgão de controle externo.

Lava Jato no Rio
A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) do Rio prendeu, na manhã desta terça (14), um ex-subsecretário de Sérgio Cabral e o diretor da estatal RioTrilhos em mais um desdobramento da operação Lava Jato no Rio. A operação apura desvios na construção da linha 4 do metrô do Rio, que é o trecho que liga a zona sul à Barra da Tijuca. Os dois mandados de prisão foram expedidos para Heitor Lopes de Sousa Junior, diretor da Rio Trilhos, empresa estatal ligada à secretaria estadual de Transportes, e para Luiz Carlos Velloso, subsecretário de transportes na gestão de Sérgio Cabral, atualmente subsecretário de Turismo do Estado. "A propina era paga, principalmente, de forma dissimulada a partir de aditivos que aumentavam os valores devidos, bem como alteravam o escopo técnico das obras", afirma a PF, em nota.

Mal assombrado
Após Michel Temer dizer em entrevista à revista "Veja" que desistiu de morar no Palácio da Alvorada porque "sentiu uma coisa estranha" e falar até em fantasmas na residência oficial, a ex-presidente Dilma Rousseff ironizou a preocupação do peemedebista. "Morei lá e nunca teve nada disso não. Nunca vi fantasma nenhum", afirmou Dilma, que viveu no espaço entre 2011 e setembro de 2016. "Aliás, o meu neto ficou lá dos seis meses aos seis anos e também nunca caiu", emendou Dilma, que está em Lisboa, onde participa de uma conferência sobre neoliberalismo e democracia organizada pela Fundação José Saramago.

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