INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 06 de março de 2017
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Domiciliar
A auditora fiscal e uma das delatoras da Operação Publicano, Rosângela de Souza Semprebom, conseguiu a prisão domiciliar, conforme decisão do juiz da 3ª Vara Criminal, Juliano Nanuncio, publicada nesta segunda-feira (6). O benefício foi concedido a partir do aditamento do acordo de delação premiada firmado por ela e pelo irmão, ex-auditor Luiz Antonio de Souza, com o Ministério Público (MP) do Paraná. Rosângela deverá ficar em sua casa, de onde poderá sair apenas com autorização judicial. O irmão deve ganhar a liberdade após o seu depoimento em juízo, no dia 3 de abril, na ação penal da Publicano 4.
Não comentou
Em postagem no seu perfil pessoal em uma rede social na internet, o ex-prefeito de Londrina Antonio Belinati disparou contra o atual secretário de Governo do Município, Marcelo Canhada, considerado "homem forte" da gestão Marcelo Belinati (PP). Embora nesta segunda-feira (6) o texto não estivesse disponível, internautas copiaram a página e o assunto repercutiu no final de semana. Segundo o ex-prefeito, Canhada teria dado a ideia para que Marcelo não usasse o sobrenome Belinati na campanha para prefeito. "Pelo jeito, ele enxerga que ninguém mais gosta de mim em Londrina", escreveu Antonio. Procurado pela reportagem, o prefeito Marcelo Belinati não quis comentar.
Tensão
O vereador Boca Aberta (PR) e a ex-vereadora Elza Correia (que acabou de ingressar no PPS) protagonizaram momentos de tensão na sessão pública da Comissão de Direitos Humanos da Câmara nesta segunda-feira (6). Acompanhando a discussão a respeito da instituição do Dia do Nascituro, Elza foi avisada pelo vereador de que deveria deixar a Casa por uma medida protetiva concedida pela Justiça, que proíbe Boca Aberta de ficar a menos de 200 metros da ex-vereadora. Ela se negou e a sessão ficou suspensa por 30 minutos.
Pequeno demais
Como o plenário ficou pequeno demais para os dois, o procurador jurídico da Casa, Miguel Aranega Garcia, orientou que Boca Aberta se retirasse, considerando que "a medida protetiva foi concedida para Elza, portanto, ela está na condição de vítima". Garcia disse que no final do ano passado o Judiciário liberou a Câmara do rigor da medida protetiva, mas pediu bom senso aos dois envolvidos. Boca Aberta deixou o plenário.
Menos médicos
Antes de deixar de vez a chefia da Secretaria Municipal de Saúde, o médico Luiz Soares Koury fez questão de dar uma "alfinetada" no Ministério Público de Londrina, que havia se posicionado contrário ao fato do secretário acumular a pasta com sua atividade particular de neurocirurgião. Em entrevista à Rádio Alvorada, Koury fez um balanço de seus dois meses de gestão e finalizou dizendo que preferiu sair porque "em Londrina parece que estão querendo criar o Programa Menos Médicos e eu não quero ser o primeiro a participar dele".
Uber em Londrina
O projeto de lei do vereador Rony Alves (PTB) regulamentando o transporte individual privado de passageiros por compartilhamento de veículos, atualmente acionados por aplicativos como o Uber, foi discutido nesta segunda (6) pela Comissão de Justiça do Legislativo Municipal. A proposta, protocolada no dia 6 de fevereiro, recebeu parecer favorável da Procuradoria Jurídica da Câmara. Caso seja aprovado pelos integrantes da Comissão de Justiça, o PL 25/2017 deve ser debatido em plenário entre 60 e 90 dias.
Empréstimo adiado
A votação do projeto de lei 60/2017, que autoriza o governo Beto Richa (PSDB) a emprestar R$ 220 milhões do Banco do Brasil, para investir no "Programa Rotas de Desenvolvimento", foi adiada ontem na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. Líder do PMDB, Nereu Moura pediu vistas, por discordar do valor da operação de crédito. Como a proposta tramita com pedido de urgência, porém, ela voltará a ser analisada hoje, em nova sessão ordinária. O presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB), já garantiu que a colocará em pauta logo que seja aprovada pela CCJ.
Críticas
"Esse projeto é a terceira vez que estamos deliberando sobre. Na primeira havia um acordo do governo com uma empresa que tem interesse na região, para fazer a obra com dinheiro do ICMS. Queremos saber onde foi parar o dinheiro daquela indústria de cimento. Depois aprovamos a lei onde o governo ia pegar R$ 150 milhões emprestado. Agora são R$ 220 milhões. É um aumento absurdo. Por que tanto dinheiro para fazer uma obra importante, claro, mas que em dez meses está sendo ajustado em quase 40%", questionou Moura. A principal obra prevista é a duplicação da Rodovia dos Minérios (PR-092), que liga a capital paranaense aos municípios de Almirante Tamandaré e Rio Branco do Sul, na região metropolitana.
Conteúdo
O texto define que os recursos provenientes do empréstimo só poderão ser utilizados nos empreendimentos referentes ao programa de investimentos rodoviários e que o Executivo dará como cessão em garantia, em caráter irrevogável e irretratável, os valores aplicados em Certificados de Depósitos Bancários (CDB) do Banco do Brasil e/ou em Fundos de Investimentos, em volume não inferior ao saldo devedor da operação de crédito apurado mensalmente. O líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PSB), argumentou que a intervenção é de extrema importância para o Estado. "Vivemos um ano grande imprevisibilidade na economia e é necessário termos a garantia de onde vêm os recursos". Já a pressa se deve, segundo ele, porque já há procedimentos licitatórios em andamento.


