Carnaval esticado
Não foi só na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná que os deputados alongaram a folga do Carnaval Em Brasília, os parlamentares decidiram emendar o feriado e devem retornar ao trabalho somente na próxima semana. Nessa quinta-feira (2), apenas sete dos 513 deputados marcaram presença na Câmara.

12 dias de folga
Ao todo, os parlamentares da Câmara Federal irão ficar 12 dias de folga. A última sessão deliberativa da Câmara aconteceu na quarta-feira da semana passada. A próxima deverá ocorrer na segunda-feira (6). No dia 22/2, alguns deputados marcaram presença no plenário e seguiram direto para o aeroporto. Não houve votação naquele dia por falta de quórum.

Motivos particulares
Os deputados que estiveram na Câmara nessa quinta vieram por motivos particulares. A líder do PSB, Thereza Cristina (MS), tinha uma reunião em um ministério. O deputado Darcísio Perondi (PMDB-RJ) disse que, como mora em Brasília, decidiu vir despachar do gabinete e fazer algumas conversas com técnicos da Casa sobre a reforma da Previdência. Além dos dois, também estiveram na Câmara dois deputados do Distrito Federal, Augusto Carvalho (SD-DF) e Izalci Lucas (PSDB-DF). De outros Estados, passaram pela Casa os deputados Pedro Chaves (PMDB-GO), Geraldo Resende (PSDB-MS) e Expedido Netto (PSD-RO).

Tucano no Itamaraty
O líder do governo no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), vai assumir o comando do Ministério das Relações Exteriores. O presidente Michel Temer se reuniu ontem com o tucano, no Palácio do Planalto, para fechar a indicação. A posse foi marcada para terça-feira (7), junto com a de Osmar Serraglio (PMDB-PR) para o Ministério da Justiça. Ele assume o cargo de José Serra (PSDB-SP), que deixou o governo na semana passada alegando problemas de saúde. Em 2014, Aloysio concorreu a vice-presidente da República na chapa de Aécio Neves contra a ex-presidente Dilma Rousseff e o agora presidente Michel Temer.

Citado na Lava Jato
Aloysio Nunes Ferreira foi citado na delação premiada do empresário Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC. Segundo Pessoa, Aloysio teria recebido R$ 500 mil da empresa como doação eleitoral para sua campanha para senador em 2010, sendo R$ 300 mil em doações oficiais e R$ 200 mil via caixa dois. O empresário afirmou ainda que as contribuições, legais ou ilegais, eram pagamento de propina para obtenção de contratos na Petrobras. Aloysio rebate as acusações e diz que todas as doações que recebeu em sua campanha foram legais e declaradas à Justiça eleitoral.

Reestruturação da EBC
O presidente Michel Temer sancionou com oito vetos a lei 13.417/2017 que trata da reestruturação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e institui princípios e objetivos dos serviços de radiodifusão pública explorados pelo Poder Executivo. Uma das mudanças é o fim do mandato de quatro anos do presidente da empresa, que agora pode ser demitido a qualquer momento. A indicação do ocupante do cargo continua sendo feita pelo presidente da República.

Ministro segue de ‘molho’
O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, submetido a uma cirurgia de retirada de próstata na semana passada, se recupera "dentro da normalidade", informou ontem o Hospital Moinhos de Vento. De acordo com comunicado do hospital, Padilha foi transferido na quarta-feira (1º) para o quarto e ainda não há previsão de alta. A previsão é de que Padilha retorne ao trabalho na próxima segunda-feira (6). Em setembro, o ministro, que tem 71 anos, foi internado por problemas de pressão.

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