Cambará
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou o processo envolvendo o prefeito de Cambará (Norte Pioneiro), José Salim Haggi Neto (PMDB). Neto figurava entre os prefeitos eleitos em 2016, no Paraná, mas que continuam "sub judice", conforme recente reportagem da FOLHA. No entanto, segundo o advogado Guilherme Gonçalves, o TSE "confirmou a validade da candidatura do prefeito Neto, em julgamento na semana passada". Embora ainda seja possível recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF), Gonçalves considera remota possibilidade "por não se tratar de matéria constitucional".

Recomendação à UEL
A Universidade Estadual de Londrina (UEL) deve implantar o sistema informatizado de gestão de pessoal RH Paraná Meta4 para controlar suas despesas com o pagamento de servidores. A determinação é do Tribunal de Contas (TC) do Paraná, após julgar regulares as contas do exercício de 2015 da universidade, de responsabilidade da reitora Berenice Quinzani Jordão. A administração da UEL deverá também enviar dados das licitações de 2015 ao Sistema Estadual de Informações-Captação Eletrônica de Dados (SEI-CED) do TC.

Despesas de pessoal
De acordo com o TC, o sistema Meta4 é adotado desde 2012 para o gerenciamento das despesas de pessoal nos órgãos da administração estadual do Paraná, conforme estipula o Decreto 3.728/12. A Sexta Inspetoria de Controle Externo (6ª ICE) do TC analisou os relatórios semestrais enviados pela UEL e observou que o sistema ainda não havia sido implantado em 2015. A 6ª ICE emitiu recomendação para a adequação.

Recurso da UEM
Em janeiro, o Pleno do TC negou provimento a recurso de revista interposto em 2016 pelo reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM) contra determinação feita nas contas de 2014 da entidade, de implantação do Meta4. No recurso, o reitor alegou que a adoção do sistema causaria prejuízo às atividades da universidade e configuraria ofensa à autonomia das instituições estaduais de ensino superior.

Recurso contra cassação
O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, e o vice, Francisco Dornelles, entraram quinta-feira (23) com recurso no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) contra a cassação de seus mandatos. Os dois foram cassados pelo plenário do tribunal no início de fevereiro, por abuso de poder econômico e político. Na última segunda-feira (20), a decisão foi publicada no Diário da Justiça. De acordo com o advogado Eduardo Damian, que defende ambos, o recurso busca esclarecer possíveis contradições no processo.

Benefícios a doadores
O TRE decidiu pela cassação por considerar que o governo fluminense concedeu benefícios financeiros a empresas como contrapartida para doações posteriores à campanha de Pezão e Dornelles, na eleição de 2014. Ainda cabe recurso no Tribunal Superior Eleitoral. Os dois podem permanecer em seus cargos até que o caso seja julgado pela corte. Caso sejam cassados em definitivo, uma nova eleição deverá ser marcada, conforme decisão do TRE.

Discórdia do ‘Fora Temer’
Os líderes dos movimentos que convocaram as manifestações de 26 de março, em defesa da Lava Jato e contra a corrupção e a impunidade, discordam da ideia de que elas poderão se transformar em um "Fora Temer" e favorecer o ressurgimento da esquerda e a candidatura de Lula em 2018. Nas redes sociais, os jornalistas Reinaldo Azevedo – contrário aos protestos de rua - e Joice Hasselmann – defensora das manifestações - travaram um duelo on-line esta semana.

‘Coitada intelectual’
Azevedo reagiu por meio de um vídeo de 24 minutos publicado no site da rádio Jovem Pan. Ele reforçou sua posição contrária às manifestações, disse que sentia "vergonha" dos tempos em que participava de programas da TVeja ao lado de Joice e chamou-a de "doida", "bruta", "ser obscuro" e "coitada intelectual". "Você é uma pessoa muito física, que gosta de encurtar distância", afirmou.

Não é contra o governo
"Não vejo essa possibilidade, porque há uma divisão muito clara entre os movimentos que defenderam o impeachment, a favor de uma economia de mercado, e os que são contra o governo hoje. Acho difícil uma oposição de esquerda participar de uma manifestação em defesa da Lava Jato, que eles tanto criticam", diz Kim Kataguiri, coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL). Segundo Kataguiri, apesar de eventuais divergências, os grupos estão unidos na luta contra a corrupção, as tentativas do Congresso Nacional de "melar" a Lava Jato e a renovação do atual sistema político.

‘Bater cabeça’
Para Rogerio Chequer, fundador e líder do Vem Pra Rua, as pesquisas mostram que a maior parte da sociedade "não aguenta mais Lulas, Sarneys, Renans e Lobões". "As manifestações não serão para detonar o governo Temer, mas contra a corrupção, a impunidade e em defesa da renovação da política velha", afirma. Sobre o bate-boca entre os jornalistas Reinaldo Azevedo e Joice Hasselmann por causa dos protestos, Chequer afirma ser "muito triste" ver pessoas que pensam de forma parecida "bater cabeça".

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