INFORME FOLHA
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Meu garoto!
Depois de ver barrada a tentativa de nomear o filho para a Casa Civil da Prefeitura do Rio de Janeiro, o prefeito Marcelo Crivella (PRB) fez ontem uma maratona de visitas pelos corredores do Supremo Tribunal Federal (STF) para convencer os ministros da Corte sobre a legalidade da nomeação de Marcelo Hodge Crivella. Na última quinta-feira, 9, o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, suspendeu a nomeação do filho de Crivella para o cargo. "Vamos provar que estamos dentro da lei, que ele tem competência e idoneidade. É só uma questão de conversar. O Marcelo (filho) não é suscetível, nem melindroso. Sabe que a vida pública não é concurso de beleza. É o preço que se paga para conquistar o coração do povo", disse o prefeito do Rio.
Bloco na rua
Quem estava se habituando à calmaria nas ruas das cidades brasileiras pode se preparar para uma nova leva de protestos. Grupos que organizaram as manifestações de rua em defesa do impeachment da ex-presidente da República Dilma Rousseff anunciaram ontem que voltarão às ruas no dia 26 de março para defender a Operação Lava Jato. Coincidentemente, a manifestação foi divulgada no mesmo dia em que o presidente da República, Michel Temer, prometeu afastar temporariamente ministros denunciados e em caráter definitivo aqueles que virarem réus. "Pediremos celeridade nas reformas e daremos uma demonstração de apoio à Lava Jato. Há uma percepção do Congresso que as ruas esfriaram", disse Kim Kataguiri, líder do MBL, que possui ramificações em todos os Estados.
'Brasil sem partido'
Um documento assinado por sete grupos, como Nas Ruas, MBL, Revoltados Online e Endireita Brasil, adotou o mote "Brasil sem partido" e um tom duro contra a gestão Temer. "Não queremos um STF que se dobre às vontades deste ou de qualquer outro governo, agindo com lentidão para salvar os que têm foro privilegiado, utilizando-se dele para escapar da Justiça", afirmou Kim Kataguiri.
Não à censura
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgaram nota ontem criticando o "cerceamento à liberdade de imprensa" na decisão do juiz Hilmar Castelo Branco Raposo Filho, da 21ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, que proibiu quaisquer veículos de divulgarem o conteúdo encontrado no celular da primeira-dama Marcela Temer, sob pena de multa de R$ 50 mil.
'Cerceamento à liberdade de imprensa'
Reportagem do jornal "Folha de S.Paulo" no último dia 11 mostrou um hacker que obteve os dados de Marcela Temer, tentou extorqui-la e chegou a afirmar que iria colocar o nome do presidente Michel Temer (PMDB) "na lama". O governo recorreu à Justiça alegando que o conteúdo no celular da primeira-dama deveria ter o sigilo garantido. "O conteúdo das mensagens consta do inquérito policial anexado à ação penal, que não está mais sob segredo de Justiça. As associações consideram a decisão judicial um cerceamento à liberdade de imprensa e esperam que a sentença seja revista ou reformada imediatamente, garantindo aos veículos de comunicação o direito constitucional de levar à população informações de interesse público", diz a nota.
Sabatina no Senado
A apresentação do parecer do senador Eduardo Braga (PMDB-AM) sobre a indicação de Alexandre de Moraes para ocupar a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) é o destaque dessa semana do Senado. Braga, que é o relator do processo, já entregou seu relatório na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e deve apresentar seu parecer aos senadores nesta terça (14).
Na quarta-feira (15), depois da leitura do relatório, os senadores poderão apresentar um pedido de vista coletivo. Alexandre de Moraes deve ser sabatinado pelos senadores da comissão e, em seguida, terá seu nome avaliado pelo plenário do Senado. A expectativa é que todo o processo se encerre até o dia 22.
400 questionamentos
O site do Senado já recebeu mais de 400 questionamentos sobre a sabatina a que o ministro licenciado da Justiça, Alexandre de Moraes, indicado para uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal. Desde o dia 8, quando foi realizada no plenário a leitura da mensagem presidencial com a indicação de Moraes, o portal e-cidadania do Senado já registrou 416 comentários e perguntas de cidadãos sobre a sabatina de Moraes. Todas as manifestações serão encaminhadas para os senadores e podem ser acessadas no portal.
Cadastro
A participação popular em sabatina de autoridades pelo Senado começou em 2015, no processo de indicação do atual ministro do STF Luiz Fachin. Os cidadãos ainda podem enviar perguntas ou informações sobre o indicado por meio do Portal e-Cidadania. Quem não tem acesso à internet pode fazer seu comentário pelo serviço Alô Senado, no número 0800 61 22 11. Os interessados em participar da sabatina podem enviar suas mensagens até o dia da votação na CCJ, prevista para o dia 22 deste mês. O cadastro é simples, basta registrar nome, e-mail e estado de origem.


