Horário novo
O horário de funcionamento do prédio administrativo da Prefeitura foi unificado e desde quarta-feira (8), com exceção de alguns setores como o Suporte de Informática e a Ouvidoria-Geral do Município, o novo horário de expediente será das 12 às 18 horas. A mudança também se refere aos órgãos da administração indireta, como Ippul, Caapsml, FEL e Acesf. Não houve alteração no tempo do expediente dos servidores, que continua em seis horas diárias, conforme decreto publicado no Jornal Oficial. As medidas fazem parte do pacote de contingenciamento e organização administrativa.

Citação é praxe
Ser citado nas delações da Lava Jato parece ter se tornado praxe para quem vai ocupar cargos de destaque em Brasília. O presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), foi citado diversas vezes por delatores do esquema de corrupção na Petrobras e, segundo a Procuradoria-Geral da República, teria pedido R$ 10 milhões ao empresário Marcelo Odebrecht para a campanha de 2014 do PMDB. Os presidentes do Senado e da Câmara, Eunicio Oliveira (PMDB-CE) e Rodrigo Maia (DEM-RJ), também tiveram os nomes citados nas delações. Eunicio – ou "Índio" como traz a planilha de pagamentos paralelos da empreiteira - teria recebido R$ 2,1 milhões de propina por supostamente atuar na aprovação de medida provisória que beneficiaria a Odebrecht. Apelidado de "Botafogo" pela Odebrecht, Maia teria recebido R$ 600 mil para pagar dívidas de campanha.

‘Lobão em pele de cordeiro’
Agora quem está no centro da polêmica é o senador Edison Lobão (PMDB-MA) que presidirá no próximo biênio a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o colegiado mais importante da Casa. Citado na Lava Jato, caberá a Lobão conduzir o processo de sabatina de Alexandre de Moraes, indicado na segunda (6) pelo presidente Michel Temer para ocupar a vaga do Supremo Tribunal Federal deixada por Teori Zavascki, morto em acidente de avião no mês passado.

Inquéritos
Lobão é acusado de ter pedido R$ 2 milhões para a campanha de Roseana Sarney de 2010 quando foi ministro de Minas e Energia ao então diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Apesar das menções a seu nome, em novembro do ano passado, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo o arquivamento de um inquérito contra o senador peemedebista. O senador do Maranhão ainda é investigado em dois inquéritos da vinculados à Lava Jato. Um deles apura se um grupo de senadores peemedebistas agiu como organização criminosa em fraudes na Petrobras. O outro é relacionado ao período em que ele esteve à frente do ministério de Minas e Energia, que o acusa de desvios nas usinas de Belo Monte e Angra 3.

‘Ministro partidário’
Nova líder do PT no Senado, a paranaense Gleisi Hoffmann afirmou ontem que o fato de o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, se desfiliar do PSDB não é suficiente para que ele seja considerado isento para assumir a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). "O ministro da Justiça é fortemente partidário. Militante, fez campanha durante a eleição municipal, se posicionou politicamente, apareceu em foto com adesivo do PSDB. Ele tem uma posição política e isso não é dissociado só com o fato de ele se desfiliar", afirmou a senadora. Gleisi afirmou que a bancada vai se posicionar contrariamente à indicação do ministro da Justiça ao STF. Além disso, eles querem que Moraes responda o que mudou em seu pensamento quanto ao que defendeu em sua tese de mestrado, quando afirmou que ministros de Estado não deveriam ser indicados ao Supremo.

Eike e Cabral indiciados
A Polícia Federal indiciou o empresário Eike Batista, o ex-governador Sérgio Cabral e outras dez pessoas em razão das investigações que resultaram na Operação Eficiência, no mês passado. Em nota, a PF afirmou que os indiciamentos foram feitos sob suspeita de "lavagem de dinheiro, corrupção ativa e corrupção passiva, além de organização criminosa". A corporação não informou os nomes nem os crimes atribuídos aos investigados. O relatório será enviado à Justiça Federal. Eike é suspeito de ter pago uma propina de US$ 16,5 milhões ao ex-governador, por meio da conta Golden Rock, no TAG Bank do Panamá. Os recursos foram transferidos por meio de um contrato considerado fraudulento de intermediação de venda de uma mina de ouro.

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