Comissionados
A Prefeitura de Londrina publicou nessa quarta-feira(01) a lista com os comissionados nomeados pelo prefeito Marcelo Belinati (PP). A relação tem cerca de 80 nomes, considerando os conselheiros tutelares, que são eleitos pela população. Ao contrário do que havia cobrado o Observatório de Gestão Pública de Londrina (OGPL), não estão relacionados histórico nem atribuições dos comissionados, informações que a administração promete apresentar em futuras atualizações.

Cortes
No mesmo dia em que divulgou a relação dos comissionados, o Núcleo de Comunicação também emitiu nota para a imprensa repercutindo os cortes de 55 cargos comissionados e outros 198 de funções gratificadas, incluindo a desocupação em posições de assessoria, diretoria, gerência e coordenadoria, anunciados por Marcelo Belinati na segunda-feira. "Somadas, as reduções dessas despesas representam a desocupação de 253 cargos, o que perfaz uma economia anual de R$ 5.675.558,02, integrando a proposta da atual gestão de promover o reequilíbrio fiscal do município", informa a administração.

Luto por três dias
O prefeito de Londrina, Marcelo Belinati (PP), em viagem oficial a Brasília, decretou luto de três dias pela morte do arcebispo dom Albano Cavallin, bispo emérito de Londrina. "Esta é uma notícia triste, pois d. Albano foi um homem que transformava cada momento em que vivia em uma história interessante e um exemplo de humildade e amor ao próximo. Em suas homilias e conversas contagiava a todos com os pequenos contos e suas parábolas, falando do amor de Deus e de como buscar viver os ensinamentos da palavra de Deus e sua importância em nossas vidas", falou o prefeito, por meio da assessoria de imprensa.

Dom Albano, cidadão honorário
A Câmara de Londrina, por meio de seu presidente, vereador Mario Takahashi (PV), lamentou a morte do arcebispo emérito de Londrina, dom Albano Cavallin. Liderança na cidade, dom Albano esteve por diversas vezes no Legislativo, tanto para participar de importantes discussões, como para prestar homenagens e ser homenageado. Em 12 de março de 2003 o arcebispo recebeu na Câmara o Título de Cidadão Honorário de Londrina, conferido por meio da lei municipal nº 7.772/1999.

Pesar por dom Albano
Por iniciativa do vereador Rony Aves (PTB), foi protocolado, na Câmara de Londrina, voto de pesar pelo falecimento do arcebispo emérito de Londrina, dom Albano Cavallin. "Dom Albano foi um homem que sempre combateu as diferenças religiosas, tanto é que manteve bom relacionamento com o Conselho de Pastores, membros da comunidade muçulmana, bem como de outras denominações", ressaltou.

Repercussão na Assembleia
O deputado estadual Tercílio Turini (PPS), afirmou que Londrina "perde uma grande liderança, um homem simples, humilde e sereno, porém sempre enérgico e disposto a defender princípios morais, éticos e de justiça social". O deputado também lembrou o Movimento pela Moralidade, nos anos 2000, quando a Igreja Católica sob a liderança de dom Albano teve papel fundamental na mobilização da sociedade organizada em apoio às investigações do Ministério Público de desvios de recursos públicos na Prefeitura de Londrina. "A presença de dom Albano fortaleceu e ampliou a representatividade do movimento."

Beto Richa lamenta morte
O governador do Paraná Beto Richa (PSDB) divulgou nota de pesar pela morte do arcebispo emérito de Londrina, dom Albano Cavallin. Beto ressaltou a dedicação de dom Albano ao trabalho junto à comunidade. "Lamento profundamente o falecimento de dom Albano Bortoletto Cavallin. Desenvolveu intenso trabalho pastoral como arcebispo de Londrina, por vários anos, e mesmo depois, já como arcebispo emérito. Uma grande perda para toda a comunidade católica", destacou o governador.

Contra o preconceito
"No meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho. Tinha uma pedra. No meio do caminho tinha uma pedra.". Desde terça-feira (31), quem passa pela entrada do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, em Curitiba, se depara com uma placa, com o trecho do poema de Carlos Drummond de Andrade em destaque. As frases foram escolhidas pelo presidente do órgão, Luiz Fernando Tomasi Keppen, como forma de simbolizar a desigualdade racial e de gênero que ainda existe nos espaços públicos.

Até quando?
O monumento traz ainda um ‘x’ em vermelho e, embaixo, os dizeres: "Esta pedra simboliza o preconceito na política contra mulheres, negros e outras minorias, devendo permanecer no caminho até que, por atitude e trabalho de todos, tenhamos uma sociedade igualitária". Conforme a assessoria de imprensa do TRE, a ideia surgiu após a realização de três eventos no ano passado, cujo objetivo era debater a subrepresentação feminina e negra na política. No Paraná, bem como no restante do País, homens brancos, cisgêneros e declaradamente heterossexuais ainda ocupam a maioria das vagas de alto escalão, tanto no Executivo, como no Legislativo e no Judiciário.

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