Empurrão
Até essa quarta-feira (25), a lista de servidores da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), disponível no Portal da Transparência, ainda trazia os nomes da gestão do ex-prefeito Alexandre Kireeff (PSD). Embora estampasse como última atualização o mês de "janeiro de 2017", o presidente da companhia no Portal ainda era José Carlos Bruno de Oliveira, além de outros comissionados nomeados na administração passada. Após ser procurada pela FOLHA, a CMTU publicou, no final da tarde, uma nova lista atualizada.

Gratificados
A CMTU tem cerca de 300 servidores, sendo 11 comissionados. Entretanto, impressiona que mais de 100 funcionários estejam ocupando funções gratificadas, ou seja, a cada grupo de três servidores, um é supervisor, gerente ou coordenador. Essa situação é herança da gestão Kireeff, bastante criticada pelo prefeito Marcelo Belinati (PP) antes de assumir, mas na lista recém-atualizada pela companhia, o quadro dos gratificados é praticamente o mesmo. A única diferença, negativa, é a dificuldade para identificação, tendo em vista que a lista anterior (de dezembro) era colorida e agora é toda em preto e branco. O novo presidente, Moacir Sgarioni, estaria fazendo um estudo para anunciar nos próximos dias um enxugamento na máquina.

Lava Jato prorrogada
A Procuradoria-Geral da República expediu portaria para prorrogar, pelo prazo de seis meses, o grupo de trabalho para auxiliar o procurador-geral Rodrigo Janot na análise dos desdobramentos da Operação Lava Jato, em curso no Supremo Tribunal Federal porque envolve políticos com foro privilegiado, entre deputados, senadores e ministros.

Moro no STF
E a campanha do deputado federal Toninho Wandscheer (Pros) para que o juiz paranaense Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, ocupe a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) com a morte do ministro Teori Zavascki vai ganhando adeptos de parlamentares do Estado em Brasília. Nessa quarta-feira (25), foi a vez do deputado federal Luciano Ducci (PSB) confirmar que pretende assinar a indicação da bancada paranaense para que Moro, responsável pelas ações da Lava Jato em primeira instância, ocupe o cargo de Teori. "O caminho natural para Moro é o STF, é a maior autoridade do País na investigação e punição de crimes de lavagem de dinheiro, merece estar no STF", defende Ducci.

Marisa em coma induzido
A ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva, 66 anos, permanecia em coma induzido nessa quarta-feira (25). Na terça, ela foi submetida a uma cirurgia de emergência no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, após ter sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Segundo o médico da família, o cardiologista Roberto Kalil Filho, a situação de Marisa é estável. Durante a noite, foi necessária a introdução de um cateter para drenagem e redução da pressão arterial do cérebro.
Na Lava Jato, a ex-primeira-dama é ré junto com Lula em duas ações penais sob responsabilidade do juiz Sérgio Moro. Ela também é mencionada em investigações relacionadas à reforma de um sítio, em Atibaia (SP), usado pela família.

Reparação por subornos
O Departamento de Justiça (DOJ) dos Estados Unidos pediu que a Justiça norte-americana reconheça o acordo segundo o qual a Braskem, braço petroquímico da Odebrecht, deverá pagar uma reparação de US$ 632 milhões por atos de suborno confessados no decorrer da Operação Lava Jato. A empresa fechou uma colaboração com o DOJ e a Procuradoria-Geral da República brasileira em dezembro passado. Na petição, o DOJ informou que a Braskem atingiu "o mais alto grau de ofensa" à lei que combate atos de corrupção no exterior, segundo critérios estabelecidos na legislação.

Inquérito arquivado
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento de inquérito instaurado na Corte contra o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). O petista é investigado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação da Lava Jato. O senador foi acusado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa de ter solicitado e recebido R$ 2 milhões de origem ilegal durante sua campanha para o Senado, em 2010. De acordo com o relatório da PF, não havia "indícios mínimos de autoria e materialidade" para prosseguir com o processo.

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