Entre parentes
O prefeito Marcelo Belinati (PP) e o primo dele, Antonio Carlos Salles Belinati, tiveram uma reunião para "alinhar" as ações da Sanepar em Londrina. Salles Belinati, filho do ex-prefeito Antonio Belinati, ocupa a Diretoria Comercial da estatal, cargo destinado a família pela presidência da Sanepar, tanto que na licença dele, para disputar as eleições, em 2014, Emilia Belinati fora nomeada.

Revisão
Antes de assumir a prefeitura, Marcelo Belinati havia revelado a intenção de rever o contrato do município com a empresa, assinado na gestão anterior, do ex-prefeito Alexandre Kireeff (PSD). Segundo o Núcleo de Comunicação, o ponto principal tratado na reunião de anteontem com os representantes da Sanepar foi a programação de obras da rede de coleta e tratamento de esgoto.

Odebrecht faz acordo na Colômbia
A Odebrecht assinou no início desta semana um termo de colaboração preliminar com as autoridades da Colômbia. A intenção da justiça do país é que a empresa revele atos de corrupção que cometeu na Colômbia envolvendo obras e agentes públicos, e que também pague uma multa. Dessa maneira, o grupo baiano continuaria com permissão para atuar no país.

Propinas de US$ 11 milhões
De acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a Odebrecht gerou mais de US$ 11 milhões em propinas na Colômbia entre 2009 e 2014 com o objetivo de conseguir assinar contratos com o governo federal. O acordo na Colômbia faz parte de uma série de tratativas que a Odebrecht vem negociando em países do exterior onde atuou, principalmente na América Latina.

Colaboração com o Peru
No último dia 5, a Odebrecht do Peru anunciou que firmou um acordo preliminar com os Ministério Público daquele país no qual se comprometeu a pagar 30 milhões de soles peruanos, cerca de R$ 28 milhões no câmbio atual. Segundo investigadores peruanos, o termo ainda não incluiu conteúdos que serão revelados pela empresa. Em dezembro, o governo peruano decidiu proibir a participação da Odebrecht em obras públicas. No dia 3 de janeiro, o Equador também determinou que órgãos públicos não contratem a empreiteira. E o Panamá impediu o grupo baiano de participar de licitações.

Inquérito contra Dilma e Lula
A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prorrogação do prazo do inquérito que investiga a ex-presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por suposta obstrução das investigações da Operação Lava Jato. No mesmo processo, são investigados os ex-ministros José Eduardo Cardozo e Aloizio Mercadante; o ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça Francisco Falcão; o ministro do STJ Marcelo Navarro Ribeiro Dantas; e o ex-senador Delcídio do Amaral.

Delação de Delcídio
A investigação foi aberta pelo ministro do STF, Teori Zavascki, em agosto do ano passado, após pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O pedido do procurador foi baseado na delação premiada feita pelo então senador Delcídio do Amaral. Em uma das oitivas, o senador acusou Dilma e o Lula de terem interesse em nomear, no ano passado, o ministro do STJ Marcelo Navarro Ribeiro Dantas com o objetivo de barrar as investigações da Operação Lava Jato e libertar empreiteiros presos.

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