Informe Folha
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terça-feira, 20 de dezembro de 2016
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Alckmin desconversa sobre 2018
De passagem por Curitiba, onde foi homenageado com uma comenda estadual, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), desconversou sobre uma eventual candidatura à Presidência da República. "Isso está muito longe; tudo tem seu tempo", disse nessa segunda-feira (19), ao ser perguntado sobre o tema. Cotado como presidenciável no PSDB, o político pretende fazer caravanas ao Nordeste a partir de janeiro para fortalecer sua pré-candidatura, segundo aliados. O tucano também não quis comentar a recondução do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à presidência do partido por mais um ano - o que desagradou os aliados do governador paulista.
Afago em Beto Richa
Alckmin veio ao para receber do governador Beto Richa (PSDB) a comenda da Ordem do Pinheiro, a mais alta honraria do governo estadual. A homenagem é feita anualmente, no aniversário da emancipação política do Estado. Escolhido para discursar em nome dos homenageados, Alckmin deu destaque ao agronegócio como "um dos grandes instrumentos para o desenvolvimento", e afirmou que a recuperação da economia brasileira "vai começar pelo campo". O governador também elogiou Beto Richa e destacou o ajuste fiscal feito pelo paranaense no ano passado, depois de uma crise financeira que deixou o Estado sem dinheiro e impactou a popularidade do tucano. "Sem medidas amargas, não há solução para a crise", disse Alckmin.
Diplomados em Curitiba
O prefeito eleito de Curitiba, Rafael Greca (PMN), e os 38 vereadores que ocuparão as cadeiras da Câmara Municipal da cidade a partir de 2017 foram diplomados ontem, em sessão solene no auditório do Teatro Positivo. Hoje, eles participam de uma sessão preparatória, com a eleição da Mesa Diretora. Já a posse será em 1º de janeiro.
Aptos
Com a diplomação, a Justiça Eleitoral atesta que o candidato foi efetivamente eleito pelo povo e, por isso, está apto a exercer as funções do cargo. "A alegria só não é maior do que a consciência da imensa responsabilidade de reerguer Curitiba. Na plateia nosso povo, minha amada Margarita e três ex-governadores: Emílio Gomes, Paulo Pimentel - avô do Eduardo, meu vice muito querido - e Pessuti", escreveu Greca, em sua conta no Facebook.
Moro não alivia fiança
O juiz federal Sérgio Moro negou ontem à defesa do ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira aliviar a fiança de R$ 1 milhão. Na semana passada, Moro revogou a prisão do petista, mas impôs a ele o recolhimento daquele valor. Alvo da Operação Abismo, 31º desdobramento da Lava Jato que investiga propinas em obras do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes), Ferreira foi preso no dia 23 de junho. Na última sexta-feira (16), a defesa enviou um pedido de reconsideração a Moro, alegando "que não tem condições de pagamento, por (ele, Ferreira) estar sem renda e com o patrimônio imobilizado". Moro destacou na decisão que a "fiança é imprescindível".
Novo pedido
Após a decisão de Moro, a defesa fez um novo pedido de reconsideração na tarde dessa segunda (19). Os advogados Elias Mattar Assad e Vicente Bomfim afirmaram que o ex-tesoureiro está desempregado, com dívidas junto ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal e bens bloqueados pela Operação Custo Brasil - outra investigação. Paulo Ferreira foi interrogado no dia 14 por Moro e confessou que o PT - e os outros partidos políticos - trabalha com recursos não contabilizados. O ex-tesoureiro da legenda disse que "negar informalidades nos processos eleitorais brasileiros de todos os partidos é negar o óbvio".


