Confusão
Ontem, no afã de aprovar a doação de área para a BRF, muitos vereadores se confundiram, informando, equivocadamente, que se tratava da segunda maior empresa de alimentos do mundo. Entretanto, conforme o último ranking da revista Forbes, a BRF ocupa a 891ª posição entre as maiores empresas do mundo e a oitava maior do Brasil. No setor de alimentos, estão gigantes como a Nestlè, Coca Cola, Pepsi. No Brasil, bem maior que a BRF, no setor de alimentos, é o frigorífico JBS, que ocupa a posição 519ª no ranking mundial e a quinta no Brasil. Aliás, a BRF é a maior empresa de carnes do mundo.

Retirado de pauta
O projeto de lei que fixa o orçamento da
Prefeitura de Londrina para 2017 foi retirado de pauta na sessão de ontem a pedido do líder do prefeito, Júnior do Santos Rosa (PSD). Hoje, a matéria será discutida pela Comissão de Finanças e Orçamento, quando receberá parecer. Na quinta, deve ser votado em primeiro turno.

AL devolve dinheiro
A Assembleia Legislativa (AL) do Paraná irá "devolver" R$ 260 milhões ao governo do Estado. Os recursos representam 40% do orçamento da Casa, que é de R$ 657 milhões. Segundo o presidente da AL, Ademar Traiano (PSDB), a devolução, que já se tornou tradição entre os chefes do poder, só foi possível graças a uma "rigorosa economia" de verbas e à "racionalização das despesas". A entrega simbólica do cheque acontece nesta quarta-feira (14), às 11h30, em cerimônia no Palácio Iguaçu, em Curitiba.

Devolução rotineira
Em 2015, o Parlamento já economizara R$ 250 milhões, totalizando R$ 510 milhões nos dois anos da gestão do tucano. Ele foi reeleito para o biênio 2017/2018. "Também já antecipamos que para o ano que vem teremos uma redução. Nós abrimos mão de 15% do nosso orçamento. Deveremos receber R$ 100 milhões a menos (R$ 540 milhões, na verdade). Esse é o exemplo que a Assembleia do Paraná dá para todo o Brasil." Assim como Traiano, o ex-presidente da AL Valdir Rossoni (PSDB), atualmente chefe da Casa Civil, contou que economizou mais de R$ 600 milhões durante sua administração.

PF quer casal Cabral preso
O Ministério Público Federal (MPF) requereu ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) que mantenha presos e negue prisão domiciliar ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral Filho (PMDB), à sua mulher Adriana Ancelmo, e aos réus José Orlando Rabelo e Paulo Fernando Magalhães Pinto. Os quatro estão entre os denunciados na Operação Calicute da Polícia Federal e respondem pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa e, no caso de Cabral, por corrupção passiva. Os supostos crimes teriam sido cometidos em obras durante o governo do peemedebista, de janeiro de 2007 a abril de 2014, como a reforma do Maracanã e o PAC das Favelas. A organização criminosa é acusada de desviar mais de R$ 220 milhões.

Estratégia’ de Lula contra Moro
O presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Roberto Veloso, rebateu com veemência ontem o que classifica de "ataques" dos advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz Sérgio Moro durante uma audiência realizada na segunda-feira (12) com testemunhas no processo em que o petista é acusado na Operação Lava Jato - na ocasião, um dos defensores de Lula bate boca com Moro, que exigiu respeito. "O que aconteceu na audiência de Curitiba faz parte da estratégia deliberada da defesa do ex-presidente Lula de retirar o juiz federal Sérgio Moro da condução do processo da Lava Jato", afirmou. Segundo Veloso, "essa tentativa demonstra a ausência de argumentos para desconstituir as provas juntadas nos autos pelo Ministério Público".

‘Meu precioso’
O ex-ministro da Casa Civil Jaques Wagner (PT-BA) confirmou que ganhou um relógio de presente de aniversário da Odebrecht quando era governador da Bahia, mas disse que nunca usou a peça. O objeto foi citado na delação premiada de Cláudio Melo Filho, ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht. Para Wagner, lembrar-se do presente de US$ 20 mil foi uma "cretinice" do empresário. "O presente do meu aniversário não tem nada a ver com política, e eu não vou ficar perguntando ao cara quanto custou (o presente)", disse Wagner.

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