INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 22 de novembro de 2016
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Caravana da Cida
Pensando em 2018, a vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti (PP), afirmou em Toledo (Oeste), no encontro regional do partido, que vai se colocar como pré-candidata da legenda a governadora. Com a provável saída de Beto Richa (PSDB) para concorrer ao Senado, Cida deverá se tornar a primeira mulher a assumir efetivamente o comando do Executivo, daqui a dois anos.
Clínicas de estética
Os deputados estaduais aprovaram na sessão de ontem da Assembleia Legislativa o projeto do que dispõe sobre o funcionamento de clínicas e consultórios de estética no Paraná. O projeto de lei nº 264/2016, elaborado por Ademar Traiano (PSDB), estabelece que os técnicos em estética sejam os responsáveis pelos estabelecimentos, não tendo a necessidade de contratar outro profissional de saúde para assinar como responsáveis pelas clínicas.
O projeto segue agora para a sanção do governador Beto Richa (PSDB).
Delator faz acordo com o FBI
Delator na Operação Lava Janto, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa fechou acordo de cooperação com o FBI e com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. O seu advogado, João Mestieri, confirmou que Costa vai cooperar com as investigações da Promotoria de Justiça norte-americana, como informou a colunista Mônica Bergamo, do "jornal Folha de S.Paulo". O delator vai fornecer documentos e outros materiais e ainda deverá comparecer a depoimentos e entrevistas quando for convocado.
Combate à corrupção
A Transparência Internacional quer aproveitar a devolução de R$ 204 milhões à Petrobras para reforçar o debate sobre o destino dos recursos obtidos pelas ações de combate à corrupção. "Os recursos oriundo do combate à corrupção devem ressarcir os cofres públicos lesados, mas também devem ser usados para reforçar o combate à corrupção no País", defende Bruno Brandão, representante no Brasil da organização não governamental Transparência Internacional. Esses recursos, na opinião da Transparência Internacional, podem reforçar o trabalho de órgãos como o Ministério Público Federal, a Polícia Federal e as organizações da sociedade civil.
MP Militar apura corrupção
O Ministério Público Militar (MPM) publicou ontem a Portaria Nº 175 no Diário Oficial da União, que cria um grupo especializado para investigar e combater os casos de corrupção envolvendo militares. Assinada pelo procurador-geral de Justiça Militar, Jaime de Cassio Miranda, a portaria justifica a instalação do grupo apontando a "nocividade social" da "corrupção que assola o país e atinge várias esferas da administração pública, inclusive a administração militar, envolvendo ou não agentes públicos". A portaria menciona ainda a "complexidade das investigações dos delitos contra a Administração Militar" e "a necessidade de respostas eficazes e eficientes nos âmbitos cível e criminal".
Ministros e os voos da FAB
A Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu abrir processo para apurar a conduta de ministros de Estado que teriam utilizado aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) sem compromissos oficiais na agenda. Na reunião de ontem, os integrantes da comissão acataram denúncia apresentada por alguns senadores sobre a possível irregularidade e definiram o conselheiro Marcelo Figueiredo como relator do processo. No início do mês, o jornal "O Estado de S. Paulo" informou que parte dos voos dos ministros do presidente Michel Temer teve como origem ou destino as cidades de sua residência, sem justificativas em suas agendas públicas oficiais.
Conta milionária
O Banco Central localizou R$ 10 milhões numa conta bancária da ex-primeira dama do Rio, a advogada Adriana Ancelmo. O ex-governador Sérgio Cabral mantinha apenas R$ 454, de acordo com relatório disponibilizado pelo juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato. A Justiça Federal do Paraná determinou o bloqueio de R$ 10 milhões de todos os investigados de terem alguma relação com a propina paga no Complexo Petroquímico do Rio, em Itaboraí. Além de Cabral e a mulher, foram alvo dos bloqueios as empresas relacionadas aos dois. De acordo com o Banco Central, o escritório de advocacia de Adriana Ancelmo tinha R$ 1 milhão em conta. Já a empresa de Cabral, a Objetiva Gestão e Comunicação Estratégica, não tinha nenhum recurso em contas com o seu CNPJ. Nos últimos dois anos, a empresa recebeu mais de R$ 1,5 milhão, segundo relatório da Receita Federal.
Bloqueio
Moro também determinou o bloqueio de recursos nas contas do ex-secretário Wilson Carlos, apontado como o operador administrativo do esquema. Foram encontrados apenas R$ 1.717,22. O Banco Central também localizou apenas R$ 554 nas contas de Carlos Emanuel Miranda, apontado como operador financeira do Cabral. Sua empresa, a LRG Agropecuária, tinha outros R$ 4.819. Todos são suspeitos de participar, segundo o Ministério Público Federal do esquema de propina no Comperj, alvo do processo na Justiça Federal do Paraná.


