INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Política salarial de Beto
Em reunião com o Fórum das Entidades Sindicais (FES), que representam diversas categorias do funcionalismo estadual, o governo do Estado anunciou os benefícios que serão concedidos aos servidores públicos em 2017. O chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, confirmou o pagamento de promoções e progressões relativas a 2015 e 2016, além da implantação destes avanços em 2017. A despesa chega a R$ 1,4 bilhão. Rossoni também anunciou a equiparação ao piso regional de todos os salários que estão abaixo do mínimo estadual. A medida beneficia 8,3 mil funcionários. Além disso, outros 16,3 mil servidores terão reajuste no auxílio transporte.
Data-base, a polêmica
De acordo com assessoria de imprensa do governo, Rossini reafirmou que o Estado voltará a discutir a data-base do funcionalismo e o reajuste anual após pagar as dívidas existentes com o funcionalismo, e na medida em que a economia reagir e houver arrecadação suficiente para suportar novas despesas com a folha. "O governo está determinado a manter o equilíbrio fiscal. Por isso, não é possível assumir compromissos que não serão honrados", disse Rossoni, ressaltando a situação de diversos estados que sequer estão pagando os salários dos servidores.
Salários em dia
Rossoni destacou ainda que o governador autorizou o pagamento antecipado de 50% do décimo terceiro dos servidores estaduais no dia 30 de novembro. "Esta é a melhor sinalização de que estamos com as contas em equilíbrio e não vamos perde-lo", reforçou. "Os servidores podem ficar tranquilos porque continuarão a receber seus salários em dia", disse o chefe da Casa Civil.
Transição em Ibiporã
O Prefeito de Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina), José Maria Ferreira (sem partido), anunciou os nomes para a equipe de transição governamental. Na edição dessa quarta-feira da FOLHA, o prefeito eleito João Coloniezi (PMDB) falava das dificuldades para iniciar as reuniões em Ibiporã, exatamente pela falta das indicações dos membros. Na nota, a prefeitura afirmou que o peemedebista não havia relacionado os nomes de sua equipe. Os nomes indicados pelo Executivo para a comissão são Manoelino de Carvalho (Chefe de Gabinete), José Aparecido Abreu (Secretario de Finanças), Ilto de Souza (diretor de saúde) e Juarez Afonso Ignácio (Secretário de Administração). Ficam à disposição a procuradora-geral do Município, Karina Tanno, e o controlador da prefeitura, Vinícius Fernandes Inácio.
Palocci sofre novo revés
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Felix Fischer, negou ontem novo pedido de liberdade ao ex-ministro Antonio Palocci, preso em setembro na Operação Lava Jato. De acordo com o ministro, o decreto de prisão, assinado pelo juiz federal Sérgio Moro, foi corretamente fundamentado nos riscos de "reiteração dos crimes e persistência na prática de atividades ilícitas". Em outubro, outro pedido de soltura foi rejeitado. No habeas corpus, a defesa de Palocci sustentou que a manutenção da prisão é ilegal e negou que o ex-ministro seja a pessoa cujo codinome "italiano" foi registrado em uma das planilhas de pagamento de propina da empreiteira Odebrecht. A acusação foi feita pela força-tarefa de procuradores da Lava Jato.
Conta-corrente da propina
Palocci e mais 14 pessoas são réus em uma ação penal relatada por Sérgio Moro. Todos são acusados dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. De acordo com a Polícia Federal, a empreiteira comandada por Marcelo Odebrecht tinha uma "verdadeira conta-corrente de propina" com o PT. Para os investigadores, a conta era gerida pelo ex-ministro Palocci. Segundo os investigadores, os pagamentos ao ex-ministro eram feitos por meio do Setor de Operações Estruturadas da empreiteira, setor responsável pelo pagamento de propina a políticos, em troca de benefícios indevidos junto ao governo federal.
Sabe de nada inocente!
A jornalista Cláudia Cruz, mulher do ex-deputado Eduardo Cunha, disse ontem em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro que não tinha conhecimento sobre a origem de R$ 1,5 milhão, dinheiro usado por ela para fazer compras no exterior. De acordo com os investigadores da Operação Lava Jato, Cláudia era beneficiária de recursos não declarados por Cunha na Suíça. Ela prestou depoimento na ação penal a que responde pelos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.Cunha está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde o dia 19 de outubro.
Calada diante de Moro
Na audiência, Cláudia Cruz se recusou a responder às perguntas do juiz e do representante do Ministério Público e somente falou ao ser questionada por seu próprio advogado. Ela disse que tinha apenas um cartão de crédito do banco Julius Bar e não sabia da existência de uma conta corrente vinculada ao cartão. Cláudia disse que nunca teve motivos para desconfiar do marido e que usava o cartão de crédito internacional para despesas pessoais, cuja fatura era paga pelo ex-deputado. "Eu já conheci meu marido com ele me contando e eu sabendo que ele atuava em comércio exterior, que ele atuava em bolsa de valores, que ele tinha patrimônio no mercado imobiliário."


