Secretário de Governo
O ex-presidente da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Moacir Sgarioni, pode assumir a Secretaria de Governo da Prefeitura de Londrina, a partir do ano que vem. Ele integra a equipe de transição do prefeito eleito, Marcelo Belinati (PP), e foi cotado para ser o candidato a vice na chapa, o que não se consolidou porque o partido, DEM, seguia na base de Alexandre Kireeff (PSD). "Ainda não me decidi, me sinto honrado com o convite", disse Sgarioni em entrevista à Rádio Paiquerê AM.

Obras paradas
O presidente do Tribunal de Contas (TC) do Paraná, conselheiro Ivan Bonilha, solicitou à prefeita de Foz do Iguaçu, Ivone Barofaldi, que a administração municipal confirme as informações prestadas eletronicamente à corte de contas, que apontam a existência de 62 obras paralisadas de responsabilidade do município. Ao todo, incluindo obras de outras entidades, são 91 obras paradas no município do Oeste, conforme informou a FOLHA em reportagem publicada na última segunda-feira (7). Foz lidera a lista dos municípios com maior número de obras paradas, superando Curitiba, que registra 84 obras paradas, conforme dados de outubro. Ao todo, são 1.982 obras paralisadas em 306 dos 399 municípios do Estado.

Certidão suspensa
A falta de atualização das informações sobre as obras pode fazer com que a prefeitura tenha sua certidão liberatória suspensa. Sem o documento do TC, não conseguirá obter recursos públicos por meio de convênios e nem executar operações de crédito. As últimas medições declaradas das obras em Foz do Iguaçu foram realizadas no período de 2012 a 2015. Bonilha, que esteve na cidade para a 1ª Semana do Controle Externo (Seconex) do TC, esclareceu que, posteriormente, assim que se defina a questão eleitoral do município, o TC vai solicitar ao futuro prefeito de Foz um plano para que estas obras venham a ser concluídas. O Tribunal também buscará a responsabilização dos gestores responsáveis pelo atraso, a fim de que a população não continue a ser prejudicada.

PT em transe
A disputa interna do PT sobre o formato da eleição para o comando do partido ficou mais tensa ontem, durante reunião de dirigentes da sigla. Secretário de formação do PT e representante da esquerda do partido na Executiva, Carlos Henrique Árabe lançou uma ameaça velada, afirmando que "haverá consequências" caso não exista um debate sobre o modelo de votação. Hoje no comando do PT, a corrente Construindo o Novo Brasil (CNB) entendeu a declaração como ameaça de debandada. Com maioria na reunião do partido, a tendência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ameaça derrotar a esquerda no voto. A CNB quer que a eleição ocorra em votação aberta nos municípios para montagem do colégio que elegerá o presidente da sigla. Já a tendência mais à esquerda defende a realização de congressos na primeira e segunda instâncias. Após intervenção de Lula, presente na reunião, a CNB concordou que a escolha do presidente do PT ocorra em congresso.

Renan provoca Moro
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), negou ontem seja uma provocação convidar o juiz Sérgio Moro, outros juízes, além de integrantes do Ministério Público e do Supremo Tribunal Federal (STF) para falar sobre a proposta de abuso de autoridade em tramitação na Casa.
"Não acho, não. É importante que ele venha, que o procurador-geral [Rodrigo Janot] venha, que o STF [Supremo Tribunal Federal] venha, para que a gente possa fazer um debate público e, ao final, deliberar essa questão", afirmou Renan, que montou neste fim de ano um pacote de medidas que miram o Judiciário como o abuso de poder.

Lei de 1965
Responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, Sérgio Moro já se manifestou contra a proposta em alguns momentos e a classificou como "preocupante". Opinião semelhante têm entidades de magistrados que já trataram do tema. Sempre que trata do assunto, Renan Calheiros disse que "a lei de abuso de autoridade é de 1965, editada pelo general Castelo Branco". Com pressa, o presidente do Senado pretende designar um relator para a proposta já na próxima semana, quando também vai agendar audiências públicas para ouvir quem pretende chamar.

Salários sob mira
Em outra frente, Renan instalou na manhã de ontem, uma comissão que vai investigar salários que ultrapassam o teto do funcionalismo público. O teto do funcionalismo público é estabelecido pelo salário dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), hoje em R$ 33.763. Em alguns casos, funcionários públicos ganham mais que esse valor porque acumulam vencimentos em vários poderes, ou são aposentados, por exemplo, pelo Legislativo e contratados, em seguida, pelo Executivo. A comissão extrateto foi anunciada por Renan na quarta-feira (9). A intenção é fazer um amplo levantamento sobre salários dos Três Poderes. Nos bastidores, contudo, alardeia-se que o foco é o Judiciário.

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